RIO - Apesar de a maior parte da indústria (81%) prever estabilidade de preços de seus produtos, 12% prognosticaram aumento a curto prazo, a maioria deles a índices mais elevados do que os reajustes praticados no trimestre anterior. Os produtos com mais possibilidade de sofrer aumento de preço são chope e cervejas (52% dos fabricantes prevêem alta), automobilístico (50%), embalagens metálicas (42%), conservas de carne e abates de animais (32%). Pequena parte do setor (7%) prevê redução de preço a curto prazo.
Quanto ao aumento de seus custos, o setor industrial está dividido: 52% acham que vai haver elevação de custos e 48% acreditam que não. ‘‘Como 81% garantiram acreditar na estabilidade dos preços industriais, isto leva a crer que grande parte da indústria pretende absorver o aumento de custos, inclusive o relativo ao reajuste salarial de seus empregados’’, comenta Eden Oliveira, chefe do Centro de estudos Tendenciais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Se ocorrer a absorção, ela vai se dever muito mais às leis de mercado do que a uma mudança de mentalidade do empresariado. Outro capítulo do estudo demonstra que, apesar de a demanda estar fortalecida, com resultado médio de 35% de crescimento, contra uma média histórica de 32%, ainda não atingiu um nível que justifique, por exemplo, novos investimentos.
A maior parte do setor industrial (48%) apontou a insuficiência da procura como principal fator limitador de uma maior utilização da capacidade das empresas. Nem sempre isto significa ausência de investimentos. Pode apontar, por exemplo, um subaproveitamento das instalações e equipamentos. Este percentual já foi maior: em julho deste ano, 63% indicavam a baixa procura como fator limitador.

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