10ª Jornada de Agroecologia começa em Londrina
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
O debate contra o modelo tradicional de agricultura e a utilização de agrotóxicos e transgênicos são os principais temas da 10 Jornada de Agroecologia, que começou ontem em Londrina e segue até sábado. Centenas de participantes - principalmente ligados aos principais movimentos sociais brasileiros - se reuniram em audiência pública na Câmara dos Vereadores para discutir ''os impactos sociais e ambientais da utilização dos agrotóxicos e a questão do Código Florestal''. Logo na sequência, os participantes fizeram uma ''marcha pela agroecologia'' até a Concha Acústica, onde abriram o evento oficialmente.
De acordo com Angela Pascoal, membro da coordenação do Movimento dos Sem Terra (MST) no Paraná e uma das organizadoras da jornada, esta é a primeira vez que a movimentação acontece na região norte do Estado. Das outras vezes, as mobilizações aconteceram no oeste e sudoeste. ''A marcha tem um caráter de denúncia. Queremos mostrar a importância do cuidado com a terra, com a natureza, o solo e de atuarmos contra esta metodologia tradicional que está sendo utilizada na agricultura nos dias de hoje'', enfatizou.
A expectativa da organização é que o evento reúna pelo menos cinco mil pessoas. De hoje até sábado, a jornada vai contar com palestrantes que irão discorrer sobre agroecologia, o atual modelo da agricultura brasileira, produção de alimentos e geração de renda na agricultura familiar, entre outros assuntos. Todas as palestras vão acontecer no Centro de Educação Física e Esporte (CEFE) da Universidade Estadual de Londrina, a partir das 8 horas. ''Queremos dar este enfoque na agricultura camponesa e mostrar como ela é importante'', comentou Angela.
Além dos debates, o evento vai contar também com a presença da cubana Aleida Guevara, que é filha de Che Guevara. Ela fala ao público às 8 horas do sábado. Durante todos os dias, haverá ainda uma feira de produtos naturais, onde o público vai poder comprar alimentos isentos de agrotóxicos. ''Queremos mostrar para a população que é possível se alimentar de forma saudável, sem a utilização de venenos na lavoura'', completa a organizadora.


