PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de junho de 1998
Mariênagela Herédia Agência Estado 
A alta de preços decorrente da quebra da safra provocou uma redução de 30% a 40% no consumo de feijão e de cerca de 10% no consumo de arroz, segundo informações dos supermercados repassadas ao Ministério da Agricultura. A avaliação atual dos técnicos do ministério é de que o mercado está mais calmo e de que, com o estímulo do governo à nova safra de feijão irrigado, o abastecimento estará garantido até setembro, quando deverá haver nova oscilação de preços por dois meses, embora com aumentos menores que os praticados recentemente.
A expectativa é de que, a partir de novembro, haverá uma grande oferta de feijão no mercado, já que os preços altos terão estimulado o plantio. No caso do arroz, não há mais previsão de alta, já que os preços atingiram ontem os valores do produto importado - entre R$ 17 e R$ 18 por saca de arroz em casca no Rio Grande do Sul. O diretor de Abastecimento do Ministério da Agricultura, Vilmondes Olegário, diz que a partir de agora os preços do mercado nacional estão nivelados aos de outros países, como a Argentina e os Estados Unidos, o que deve viabilizar as importações.
O diretor disse também ter a expectativa de que, nos próximos dois meses, o produtor precisará liquidar as operações de custeio e deverá colocar o arroz à venda. Não existe previsão de aumento de preços do arroz, afirmou. Segundo ele, em julho começarão a chegar os navios com arroz importado, e já existem 285 mil t de arroz adquiridas por beneficiadores e que terão de entrar no País até novembro.
O governo está leiloando semanalmente os estoques oficiais de arroz, estimados em 240 mil t. Ontem foram vendidas em leilão 92% das 31 mil t ofertadas.


