O aparecimento de doenças fúngicas em lavouras de milho safrinha no Paraná pode comprometer a produção do Estado. Na região de Sertanópolis, Norte do Estado, segundo o técnico da Valcoop, Walduir Branco, o problema atinge 30% dos 23 mil hectares ocupados pelo milho safrinha. ‘‘A perda nesta área é irreversível, devendo atingir 30% da produção’’, afirma Branco. O técnico afirma que a estimativa inicial apontava para uma produção de 1,15 milhão de sacas de 60 kg, foi reduzida para 805 mil sacas.
Branco afirma que as lavouras estão sendo atacadas principalmente pela ferrugem, e em menor escala por helmintosporiose e phaosfera. ‘‘O problema é que não há controle químico que resolva estes ataques’’, comentou. O técnico explica que as doenças fúngicas foram provocadas pelo excesso de umidade e temperaturas altas. ‘‘O frio ainda é fraco, e, além das chuvas, as plantas têm amanhecido com orvalho’’, comenta.
O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura reconhece a existência do problema no Norte e Oeste do Paraná, mas ainda não trabalha com a possibilidade de quebra da safra. Segundo a técnica do Deral, Vera Zardo, apesar do aparecimento de doenças fúngicas, o tempo considerado bom, com chuvas regulares e temperaturas amenas, tem contribuído para o desenvolvimento das lavouras. ‘‘Ainda mantemos a previsão inicial de uma colheita de 2 milhões de toneladas’’, comenta.
Vera observa que a produção este ano será 90% maior do que na safrinha passada. No ano passado, os produtores enfrentaram uma seca de quase 90 dias, fazendo com que a produção caísse dos 1,8 milhão previstos inicialmente para 1,04 milhão de toneladas. Segundo Vera, o Paraná colheu até agora 6% dos 733 mil hectares cultivados com o milho safrinha.

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