O diretor adjunto do Senai, Joel Ribeiro Lagos, explica que há dois cursos em andamento, ambos gratuitos: um voltado à metalurgia e outro à eletroeletrônica. Os cursos são financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e não treinam apenas mão-de-obra para a Beta-Sul. Estamos qualificando pessoal para todas as indústrias da cidade, diz. A empresa Beta-Sul foi a que saiu na frente, ajudando na elaboração do currículo dos cursos.
O curso de eletroeletrônica compreende 9 módulos e 260 horas/aula; o de metalmecânica, 11 módulos e 320 horas/aula. Ambos oferecem teoria e prática com matemática básica, português, informática, medição, torneiro mecânico, Comando Numérico Computadorizado (CNC), segurança no trabalho, qualidade, eletroeletrônica, eletricidade, comandos elétricos.
O objetivo do Senai de Londrina é formar 720 alunos até 30 de julho. Atualmente, 565 pessoas fazem o curso - a maioria homens, de 18 a 45 anos. Cerca de 90% estão desempregados ou em subempregos. No próximo dia 15, a Beta-Sul deve começar as contratações, diz Lagos. Na semana passada, a empresa entrevistou cerca de 400 alunos. A Beta-Sul paga diariamente dois passes de ônibus e o lanche servido na hora do intervalo. Tem gente que só faz esta refeição por dia, conta o diretor.
Lagos diz que o Cefet deve abrir um novo curso com 200 vagas no Cinco Conjuntos, zona norte de Londrina. Os interessados devem procurar a Labor. Como pré-requisito é exigido pelo menos o 1º grau completo, diz. No ano passado, o Senai também treinou 176 trabalhadores para a Dixie Toga, indústria de embalagens flexíveis. No próximo ano, as contratações devem aumentar. Mas os trabalhadores que não tiverem 1º e 2º graus devem procurar o Centro de Estudos Supletivos (CES) para concluí-los, recomenda. (C.L.)





