Líder no mercado nacional, a Atlas detém cerca de 40% do segmento de elevadores do País. Com 80 anos de existência, a empresa vendeu seu equipamento número 80 mil neste ano. Em 97 o faturamento foi de R$ 357 milhões. O volume de vendas no atingiu R$ 420 milhões; a receita líquida, R$ 346 milhões; o lucro bruto, R$ 148 milhões e, o líquido, R$ 37 milhões.
A empresa tem hoje 11 filiais e 140 postos de serviços, que prestam atendimento a 56 mil elevadores em todo o território brasileiro. No Mercosul, a empresa mantém seis filiais. Cerca de 2 mil funcionários trabalham no setor de prestação de serviços, diz o diretor José Ricardo Mendes da Silva.
A Villares é a controladora da Atlas, com 15,65% das ações. Os outros donos são a Grupo Pacific Overseas (14,63%), Acesita (10,42%), Dynamo Equity Fund (7,35%) e Banco Matrix IP (8,25%). O restante está distribuído entre investidores.
Com a transferência para Londrina, Silva acredita que os valores das ações da empresa irão aumentar. A companhia passa a valer mais a partir de hoje (ontem). A valorização dos papéis e o aumento de liquidez da empresa tem a ver com o fato da nova unidade ser mais moderna e do aprimoramento da qualidade da produção, segundo Silva. Estamos investindo num centro de treinamento novo e num centro específico de modernização para São Paulo, que prepara técnicos para instalação dos equipamentos. Em 97, o valor patrimonial da empresa era R$ 1,90 por ação.
Existem apenas outras quatro empresas do setor com fábricas montadas no Brasil: a americana Otis, a alemã Shingler, a finlandesa Kone e a brasileira Sur. Mas dois novos concorrentes passaram a disputar uma fatia do mercado brasileiro neste ano, a Fujitec e a Thyssen.
As negociações para a transferência da fábrica da Atlas começaram em fevereiro do ano passado. O protocolo de intenções para instalação em Londrina foi assinado, junto com o governo do Estado, em novembro passado e as obras iniciaram um mês depois. Junto com a Atlas, devem se instalar em Londrina alguns fornecedores. Um deles é uma indústria espanhola que produz componentes para portas de elevadores. Várias outras empresas podem nos acompanhar mas, por enquanto, só começamos a negociar a vinda desta espanhola, conta Silva. (C.L.)





