O nível de emprego na indústria paulista caiu 0,39% em maio em relação a abril, o correspondente à demissão de 6,7 mil pessoas. Foi o menor índice de queda da oferta de trabalho dos últimos 11 meses, segundo a Fiesp. O rápido declínio do ritmo de dispensas desde o início do ano é uma indicação, segundo o diretor Carlos Roberto Liboni, da Fiesp, de que a conjuntura se está tornando favorável à atividade produtiva.
Alguns fatores estão contribuindo isso. Liboni aponta a retomada das exportações como um dos itens que teriam favorecido a criação de novas vagas nas indústrias. A Fiesp confirma essa informação através de uma pesquisa. A indústria que mais contratou novos funcionários no período foi a de calçados, com crescimento de 5,22%, seguida de perto pela indústria de curtimento de couro e peles, que dirigem parcela significativa da produção ao mercado externo.
Queda das taxas de juros e fatores sazonais levam Liboni a acreditar que o nível de emprego poderá voltar a crescer a partir de agosto. O crescimento expressivo da oferta de trabalho, segundo Liboni, depende de reformas estruturais na economia, com a queda dos custos da produção, a redução dos juros, a desregulamentação dos contratos de trabalho e a aceleração dos investimentos no setor produtivo.
Consulta feita pela Fiesp apontou esses fatores como responsáveis pelo desemprego. Para os empresários, há ainda outros componentes que agravam o desemprego, como a mecanização e a reestruturação dos processos, o fechamento e a fusão de empresas e a terceirização.
Desde o início do ano, a indústria paulista demitiu 71.021 trabalhadores, com queda de 4,05% no nível de emprego industrial no Estado. Desde o início do real, a queda acumulada alcança 20,56%, o que significa que 444.512 trabalhadores perderam seus empregos.

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