PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de junho de 1998
Agência Estado 
A atividade da indústria de transformação continuou a se recuperar em abril, firmando uma tendência que vinha sendo observada desde dezembro, segundo os Indicadores Industriais da CNI. O nível de vendas, porém, ainda está 2,7% abaixo do de outubro de 97, quando o governo dobrou as taxas de juros para enfrentar a crise na Ásia.
Pelos dados apurados, as vendas da indústria cresceram pelo quinto mês consecutivo, com elevação de 2,55% em termos reais em relação a março, na série com ajuste sazonal - ou seja, descontadas as influências próprias de cada mês sobre a atividade. No ano, a expansão acumulada pelo faturamento do parque fabril brasileiro estava em 2,02% e, em cinco meses, em 6,65%. Em relação a março, também pelo índice dessazonalizado, o nível de emprego no setor caiu 0,16%, mas esta foi a menor queda registrada desde setembro do ano passado.
Segundo José Guilherme Reis, o quadro positivo desaparece quando são observados os resultados sem ajustes sazonais. Por este critério, o faturamento industrial acusou queda forte em abril (-5,28%), ante março. As vendas encolheram em nove dos 12 estados pesquisados.
Em São Paulo também houve queda (-5,57%). Os piores desempenhos se deram no Espírito Santo (-15,95%), Goiás (-13,84%) e Pernambuco (-9,18%). Outros estados, além de São Paulo, com queda acima da média nacional foram Rio Grande do Sul (-7,13%), Rio de Janeiro (-6,63%) e Paraná (6,09%).
Os Indicadores informam também que a utilização da capacidade instalada da indústria, na série ajustada sazonalmente, foi de 78,4%, resultado 1,2 ponto percentual acima do verificado em março, mas inferior à de abril de 97 (79,9%). Já na série sem ajuste sazonal, a utilização da capacidade ficou em 77,6%, por influência de feriados.


