O diretor da empresa francesa Vivendi no Brasil, Christopher Akli, disse ontem que os objetivos do Consórcio Liberal são arrojados para a Sanepar. ‘‘O Paraná dispõe de 35% de rede de esgotos e queremos chegar a 70%, num prazo de cinco anos’’, afirmou.
Somente neste trabalho de ampliação da rede, o consórcio estima que irá empregar 8 mil funcionários. Os investimentos para custear as obras serão de R$ 1,2 bilhão, sendo que R$ 200 milhões estão sendo aplicados com os financiamentos do Programa de Saneamento da Região Metropolitana (Prosan), Programa de Saneamento Ambiental (ParanáSan) e Caixa Econômica Federal (CEF).
Segundo José Renato Camargos, superintendente da Andrade Gutierrez, outra das três empresas que compõem o grupo, o alto investimento do empreendimento, que será feito na Sanepar, representa que o consórcio está confiante no retorno.
Mas o executivo ressaltou que a companhia paranaense tem uma dívida acumulada de R$ 520 milhões, sendo que o seu faturamento foi de R$ 480 milhões, no ano passado. ‘‘Considero uma dívida alta em relação ao faturamento’’, comentou Camargos.
Atualmente, a Sanepar está presente na maioria dos municípios paranaenses: 342 dos 399. O consórcio já avisou que tem intenção de manter - e ampliar - esse atendimento a todos.
Outro objetivo igualmente já anunciado é aumentar os investimentos em pesquisa. O Grupo Vivendi investiu US$ 40 milhões em pesquisa nas suas empresas, durante o ano passado. (C.M.)

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