Para a economista Maria Eduvirges Marandola, docente da disciplina de Economia no Centro Universitário Filadélfia (Unifil), a palavra de ordem quando se trata de economizar na ceia de Natal é planejamento. O primeiro passo nos preparativos para a festa é calcular o número de convidados, determinar os pratos que a família deseja oferecer e fazer uma lista dos itens e quantidade de alimentos que devem ser comprados.
A partir daí já é possível começar a fazer a pesquisa de preços e a compra dos ingredientes. A economista reafirma que produtos não perecíveis devem ser procurados com antecedência, até para dar tempo de pesquisar preços em mais lugares e não gerar stress. ''Anotando os preços, é possível chegar a um valor bastante razoável.''
Na hora da compra, dá para fazer economia com algumas dicas simples como a substituição de alguns itens da lista: marcas tradicionais por marcas locais, frutas secas por frescas, peru pelo chester ou o frango temperado. ''Estamos em uma época em que temos grande variedade de frutas e verduras, oferecendo uma opção saudável e colorida para a ceia'', ela comenta.
E por mais que a valorização do câmbio esteja favorecendo a compra de importados, Maria Eduvirges lembra que, ao fazê-lo, o consumidor estará gerando emprego e renda no país em que o produto é produzido. ''Se consome produtos nacionais, ele estará gerando emrpego e renda aqui. Comprando produtos locais ele também faz com que aqueça a economia local.''
Outro alerta dado pela economista é que a família faça o orçamento da ceia de acordo com o que pode gastar. ''As pessoas estão motivadas com o Natal, recebeu o décimo terceiro, mas recomendo que se gaste com bastante cuidado pensando que janeiro vem aí com os impostos e material escolar dos filhos.''
''Natal é uma festividade extremamente importante quando as famílias estarão reunidas, mas as pessoas podem fazer este momento com bastante racionalidade, pé no chão, sem exageros para depois não ter problemas com o orçamento''.(M.F.C.)





