Em meio à escalada do dólar, as transações são cada vez menos frequentes no mercado de câmbio. Os negócios com o câmbio na agência central do Banco do Brasil, em Curitiba, ficaram restritos aos contratos de importação e exportação ontem, em dia de nova disparada da moeda norte-americana, que rompeu a barreira dos R$ 2,55 e registrou novo recorde.
Foram poucos os negócios para compra e venda de dólar, informou à Folha a consultora de Negócios Internacionais, Vânia Meira Machado. Os negócios registrados, segundo ela, foram para empresas que estão fazendo hedge, que são os fundos de proteção em dólar.
Só permaneceram no mercado de câmbio mesmo as empresas que não puderam fugir de seus compromissos, disse a consultora. No final do dia, o Banco do Brasil registrou troca de câmbio de US$ 2,6 milhões para exportações e US$ 1,2 milhão para importação. O movimento maior de exportação justifica-se porque as empresas exportadoras querem trocar o dólar ainda quando está em alta, beneficiando-se das altas cotações.
A cotação do dólar no fechamento de ontem, no Banco do Brasil em Curitiba ficou estável, com patamar de alta. A cotação no mercado interbancário ficou em R$ 2,551 para compra e R$ 2,553 para venda. Ontem o mercado foi mais tranquilo, apesar de se manter em alta, disse Machado. (Vânia Casado)





