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Londrina

CV Folha

m de leitura Atualizado em 27/01/2022, 17:25

Roteador Wi-Fi da Google chega ao Brasil

Saiba mais sobre o produto e seus impactos sobre dados pessoais, IP e privacidade

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

CV Folha
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. |  Foto: Divulgação/Google
 

Google, a gigante da tecnologia, desenvolveu equipamentos de Wi-Fi e eles já estão disponíveis no mercado, inclusive aqui, no Brasil. Antes de optar por adquirir um destes aparelhos, vale a pena saber mais sobre eles.

Lançamento no mercado brasileiro

No dia 14 de outubro de 2021, a Google lançou um novo produto no mercado brasileiro com a promessa de promover melhora na qualidade de conexão para os usuários. O Google Wi-Fi é um roteador que tem como objetivo tornar a conexão mais rápida e confiável com ampla área de cobertura para solucionar os indesejáveis e incômodos “pontos cegos” (aquelas partes da casa onde o sinal de Wi-Fi fica muito fraco e instável).

O presidente de hardware da Google para a América Latina, Vinicius Depp, disse que “com o Google Wi-Fi, os usuários brasileiros terão conexão rápida e estável graças ao sinal forte que o roteador emite pela casa, permitindo a conexão simultânea de múltiplos dispositivos”.

No momento, o Google Wi-Fi pode ser adquirido no Brasil por R$999,00 (a unidade) ou R$1.999,00 (um kit com três aparelhos). Com impactos sobre os preços no mercado brasileiro, não há como fazer uma previsão de que os preços continuarão estes.

Preocupações sobre segurança e privacidade

Uma das críticas em relação à Google tem a ver especialmente com questões de segurança e privacidade dos usuários. Como uma das maiores gigantes globais de tecnologia, a Google é conhecida por coletar, armazenar e comercializar dados de inúmeros usuários.

Desde o próprio buscador até serviços de e-mail e conteúdo consumido no YouTube (além do próprio Google Chrome, é claro), os olhos da Google são sempre atentos para as atividades online de seus usuários.

Os usuários se preocupam cada vez mais com privacidade online e com razão. Perguntas como “quais informações podem ser obtidas com meu IP?”, “para onde minhas informações vão” ou “quem tem acesso aos meus dados” são mais e mais frequentes.

A ideia de oferecer um sinal mais consistente, melhor velocidade e estabilidade para as conexões é extremamente positiva, mas as implicações sobre o sigilo dos usuários devem ser levadas em consideração, não só com a Google, mas em relação a todas as empresas, grupos e órgãos.

É essencial investir em proteção e privacidade online. Um bom serviço de VPN ajuda a melhorar a criptografia da conexão, esconde o seu endereço IP, oferece um nível mais elevado de segurança digital e, além disto, mantem suas atividades online em sigilo e privacidade.

Como o Google Wi-Fi funciona?

Em termos de design, o Google Wi-Fi é muito positivo: prático, funcional e em um formato bastante diferente dos roteadores mais convencionais.

A instalação do Google Wi-Fi é simples, bastando conectar o aparelho em uma tomada e em um modem (usando um cabo Ethernet) e, depois, terminar as configurações através do app Google Home disponibilizado pela empresa (que pode ser usado em qualquer dispositivo Android).

A velocidade de conexão realmente é mais alta: em alguns testes, conexões que registravam 50-60 Mbps conseguiram atingir 260 Mbps. Mas a promessa de solucionar “pontos cegos” ainda não é uma realidade: em distâncias maiores do roteador (como 10 metros, por exemplo), a velocidade cai significativamente, apesar da empresa dar cobertura completa para até 110m².

O que é a tecnologia Wi-Fi Mesh?

O Google Wi-Fi possui tecnologia Wi-Fi Mesh que, basicamente, permite a adição de vários pontos de Wi-Fi dentro de uma mesma rede, interconectando estes pontos para criar uma “malha” ou “rede” (daí o termo mesh, do inglês). Isto ajuda a melhorar a abrangência do sinal, melhorar a conexão e eliminar ou diminuir pontos cegos.

Roteadores que dispõem deste recurso também são capazes de se comunicar entre si, fazendo análises sobre as melhores rotas para fazer o envio e recepção de dados.

O objetivo principal é ampliar o alcance do sinal sem que isso resulte na perda de velocidade, algo que pode ocorrer com muitos modelos de repetidores de sinal.

Os smartphones possuem uma tecnologia parecida, permitindo a conexão automática com redes Wi-Fi. Só que, com eles, as mudanças de conexão podem causar instabilidade. Uma rede mesh consegue solucionar este problema ao escolher automaticamente qual nodo, dentro da rede, será melhor ao usuário, sem sequer exigir mudanças feitas manualmente.

Algumas diferenças de roteadores convencionais

Uma das principais diferenças entre roteadores que possuem tecnologia Wi-Fi Mesh (como o novo aparelho da Google) e roteadores convencionais é que os roteadores comuns criam sinais diferentes para diferentes tipos de frequências nas quais eles operam.

Hoje, os aparelhos mais comuns possuem sinais de banda de 2.4GHz e 5GHz. As duas frequências são reproduzidas pela maioria dos repetidores, então muitos usuários acabam criando mais de uma rede na mesma casa.

Os aparelhos com tecnologia Wi-Fi Mesh gerenciam automaticamente as melhores frequências, operando nas duas bandas, o que reduz interferências e inconsistências de sinal.

A principal diferença entre estes aparelhos e os mais convencionais é a abrangência, estabilidade e velocidade de sinal.

Vale a pena adquirir um Google Wi-Fi?

Em termos gerais, o Google Wi-Fi é um bom equipamento. Mas melhorias precisam ser feitas, principalmente para manter a estabilidade do sinal em distâncias maiores e através de obstáculos físicos, como paredes.

Além disto, há todas as preocupações sobre privacidade, algo que definitivamente não é o forte da Google. Em termos gerais, o aparelho cumpre a promessa de entregar velocidades mais altas para a conexão de Wi-Fi.

Em resumo, é possível concluir que o Google Wi-Fi é um bom aparelho e que a aquisição vale a pena para melhorar a qualidade geral da sua conexão, mas talvez seja melhor e mais prudente esperar por análises mais completas, especialmente sobre o desempenho do aparelho e impactos sobre a privacidade dos usuários.