PUCPR e Sinpro celebram novas conquistas trabalhistas em Londrina
Com sindicato, universidade implanta vale-refeição para todos os colaboradores e amplia percentual do biênio com pagamento retroativo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Com sindicato, universidade implanta vale-refeição para todos os colaboradores e amplia percentual do biênio com pagamento retroativo
Pamela Destacio - Especial para a FOLHA 

Professores, técnicos administrativos, estagiários e jovens aprendizes da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) de Londrina terão novos benefícios trabalhistas implantados pela instituição neste ano.
As medidas foram apresentadas oficialmente durante um café da manhã realizado na quinta-feira (14), no auditório do campus Londrina, e incluem a criação do vale-refeição para todos os colaboradores e a ampliação do percentual do biênio de 4% para 15%. As conquistas são resultado de negociações entre a universidade, representada pelo Grupo Marista, e o Sinpro Londrina (Sindicato dos Professores de Londrina e Norte do Paraná).
O vale-refeição, que é a principal novidade, começará a ser pago a partir de 1º de julho por meio de cartão individual a todos os vínculos de trabalho existentes na instituição. Para os técnicos administrativos, o benefício será de R$ 726. Já para os professores, o valor será proporcional à carga horária, com descontos previstos conforme a faixa salarial.
Segundo a universidade, o saldo será cumulativo, permitindo que o colaborador utilize o valor da forma que considerar mais adequada ao longo dos meses. O benefício poderá ser usado em restaurantes, mercados, padarias e demais estabelecimentos credenciados à bandeira do cartão.

Reivindicação antiga
De acordo com o diretor do Sinpro Londrina, Luiz Fernando Coelho, a implantação do vale-refeição era uma reivindicação antiga da categoria e vinha sendo discutida há pelo menos três anos. As tratativas mais efetivas, no entanto, começaram em julho do ano passado.
“O vale-refeição era uma demanda histórica dos trabalhadores. A PUC tem uma estrutura centralizada em Curitiba, então as negociações para as unidades do interior sempre acabam sendo mais difíceis. Mas conseguimos avançar e garantir esse benefício para todos os colaboradores”, explicou.
Além dos funcionários efetivos, os estagiários e jovens aprendizes também serão contemplados pela medida. Para o sindicato, a inclusão estende o reconhecimento a todos os profissionais que fazem parte da rotina universitária.
Reajuste do biênio
Outra mudança foi a ampliação do teto do biênio – adicional concedido conforme o tempo de serviço – de 4% para 15%, com pagamento retroativo a outubro de 2025. Os valores já foram quitados em abril deste ano, beneficiando quase metade dos trabalhadores da unidade.
Para Coelho, a alteração representa um avanço na valorização dos profissionais com mais tempo de atuação na instituição e também funciona como incentivo à permanência.
“A maioria das instituições trabalha com o teto de 4%. Ou seja, a partir do oitavo ano de casa, o trabalhador fica com esse bônus congelado. A PUC destravou isso. Agora, quem
permanece mais tempo na instituição pode continuar tendo ganhos proporcionais ao tempo de serviço. Isso valoriza os colaboradores mais antigos, que conhecem o sistema e já estão adaptados. Toda iniciativa que beneficia o colaborador terá sempre o apoio do sindicato”, comentou.
A Decana da PUCPR Londrina, Nádina Moreno, destacou que os novos benefícios se somam a outras políticas já oferecidas, como o plano de saúde corporativo nacional. “Isso representa qualidade de vida, ajuda na alimentação e reforça a ideia de que a empresa também é uma extensão da casa do colaborador. O Grupo Marista tem valores muito fortes ligados à família, ao acolhimento e à proteção das pessoas, então essas medidas vêm justamente reforçar essa política já praticada”, afirmou.
Segundo ela, a recepção positiva dos trabalhadores já ficou evidente: “Hoje, conversando oficialmente com os colaboradores, a gente percebe a felicidade no rosto das pessoas. Essa satisfação e reconhecimento valem muito.”
Moreno garantiu ainda que o diálogo entre as partes continuará nos próximos acordos coletivos, com possibilidade de novas pautas trabalhistas serem discutidas futuramente.


