Os melhores talentos da América Latina no futuro do futebol


Sergio Rocha
Sergio Rocha

 

Os melhores talentos da América Latina no futuro do futebol
Cristian Tarzi/Unsplash
 


Já se foi o tempo em que o Brasil, Argentina e Uruguai eram celeiros na criação de talentos para o futebol. Hoje, praticamente todos os países latino-americanos exportam jogadores para os grandes centros europeus e asiáticos. Os jovens talentos saem às centenas, a cada janela de transferência, e cada vez mais novos, muitos sequer se profissionalizam em seus países de origem. Olheiros do mundo inteiro acompanham as categorias de base destes países no intuito de acharem as revelações, aqueles jogadores ainda em tenra idade que demonstram aptidões acima da média. Muitos clubes europeus mantêm centros de excelência pelas Américas, como por exemplo, o Atlético de Madrid que opera um importante centro no Paraguai. Mas, afinal, quem são estes jovens promissores exatamente agora? Quem são os futuros astros do futebol?


Pedro de La Vega é um meia-atacante argentino de vinte anos. Defende a equipe do Lanús e já disputou um mundial sub-20, em 2019, destacando-se como um típico camisa 10, que embora atue pelos lados do campo, tem extrema facilidade na conversão para o meio. De La Vega é acompanhado desde a adolescência pelo Manchester City, porém, o clube inglês ainda o considera imaturo para as competições da Europa.


O uruguaio Agustín Oliveros tem 22 anos e desperta o interesse de clubes brasileiros e europeus, embora atue pelo Nacional de Montevidéu, seu passe ainda pertence ao Racing Montevidéu que resiste às investidas destes mercados. Zagueiro de origem, hoje joga como lateral esquerdo.


O Lanús nos apresenta outra promessa, Tomás Belmonte, meia de vinte e dois anos que desde sempre enverga a camisa da seleção argentina, tendo jogado em todas as equipes de base. É um meio-campista completo. Jogador habilidoso, ampla visão e compreensão, desperta o interesse de clubes aqui do Brasil, como Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras, mas o investimento para sacá-lo do clube argentino é muito alto e dependeria de investidores.


Do México, e notem aqui um típico exemplo da vigilância europeia em cima dos talentos latino-americanos, vem Marcelo Flores de apenas dezoito anos. Flores assinou seu primeiro contrato profissional com o Arsenal, clube londrino. O acordo de cinco anos já prevê renovação futura, o que nos autoriza a afirmar que de México uma joia muito rara surgiu. A relação dos Gunners com a família Flores começou com as irmãs de Marcelo, Silvana e Tatiana, ainda muito jovens se transferiram para o Arsenal. Mais recentemente, as pérolas mexicanas assinaram com o rival Chelsea.


Do Banfield da Argentina, um meia-atacante de vinte anos, vem agradando a muitos clubes brasileiros e europeus, trata-se de Agustín Urzi. Considerando-se a crise econômica deflagrada pela pandemia da Covid-19, hoje, muitas agremiações brasileiras se colocam como candidatas a tê-lo em suas fileiras. Antes da crise, clubes da Europa como o Benfica, Atlético de Madrid e Inter de Milão estavam dispostos a desembolsarem quantias vultosas pelo jovem talentoso, algo em torno de dez milhões de euros.


O atacante Carlos Palácios, um chileno de vinte anos que atua pela Union Espanhola, deve ser um futuro jogador do Internacional de Porto Alegre. Segundo a imprensa chilena, o valor negociado pelo passe de Palácios, gira em torno de quatro milhões de euros, bastante salgado para tempos pandêmicos, já é dado como certo. Ao que parece, os dirigentes brasileiros são mais corajosos que os europeus.


Da Colômbia, Jaminton Campaz, um meia-atacante de vinte anos, é mais um jovem promissor. Joga pelo Tolima e é pretendido pelo São Paulo. Com apenas 1,65 de altura, é daqueles que nunca cansam e enlouquecem a defesa adversária, principalmente pelo lado esquerdo do campo. Conforme a imprensa de seu país, clubes dos Estados Unidos também teriam manifestado interesse pelo jogador, além do Flamengo. Mais uma vez, clubes europeus parecem bem comedidos nestes tempos difíceis.


No Brasil, mais do que nunca se investe nas categorias de base, e é de lá que surgem importantes jogadores e, não raro, candidatos a estrela, tanto que alguns, apesar de muito jovens, já atuam no futebol internacional. É o caso do zagueiro Ibañez (sim, ele é brasileiro) que pouco jogou pelo Fluminense e hoje é destaque na equipe da Roma. Ibanñez é prata da casa, formado pelo tricolor carioca.


Artilheiro do campeonato brasileiro sub-20 na temporada de 2020, Guilherme Santos, do Atlético-MG, vem sendo tratado como um talento em lapidação. A multa de sua rescisão, para melhor entendermos a aposta, é de cinquenta milhões de euros. Outro atacante brasileiro? John Kennedy, isso mesmo, John Kennedy. Prata do Fluminense, foi vice-artilheiro do sub-20, em 2020, tem apenas dezoito anos e já fez alguns no time principal. Mais um? Recentemente, mais um raio caiu na Vila Belmiro, Kaio Jorge, já negociado com o futebol europeu, o atacante vai atuar pela Juventus de Turim, tem apenas dezenove anos.


Pois é, as Américas não se cansam de gerar craques, talentos que farão a alegria de milhões de torcedores ao redor do mundo.

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