A renovação da frota de ônibus de Londrina tem trazido mudanças significativas tanto no conforto dos motoristas quanto na segurança e na eficiência da operação. Entre as principais inovações estão os avanços em ergonomia, tecnologia embarcada e manutenção preventiva. Os veículos da frota têm em média 1,4 anos.

Um dos destaques é o sistema de suspensão pneumática, totalmente a ar, que substitui modelos mais antigos e garante maior estabilidade e conforto durante o trajeto. Aliado a isso, os novos veículos contam com ar-condicionado e uma atenção especial à ergonomia do posto do motorista. Os bancos agora possuem regulagem automática por peso: ao informar seu peso, o próprio sistema ajusta o assento, reduzindo impactos na coluna e prevenindo problemas de saúde. Antes, as opções se limitavam à regulagem de altura e distância.

“Mudou bastante [novos ônibus]. Tem ar-condicionado, o interno dele é bem mais macio. Você nem sente ao andar no asfalto. No painel, você tem mais amplitude. O motor tem mais potência”, disse José Sérgio Durante, 45 anos e há 17 anos motorista da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina).

José Sérgio Durante trabalha como motorista da TCGL há 17 anos
José Sérgio Durante trabalha como motorista da TCGL há 17 anos | Foto: Aline Machado Parodi

Há dois anos como motorista de ônibus, o ex-caminhoneiro Marlon Lucas Vanzan, 32 anos, chegou na empresa na transição da frota. Dirigiu os ônibus antigos e, agora, os novos e aprova a mudança. “Eu peguei a transição. Eu já cheguei a trabalhar com a frota antiga. Eram todos muito bons também. Mas agora esse dá maior conforto para o motorista e para o passageiro”, avalia Vanzan.

O acabamento interno também evoluiu. O estofamento dos bancos se aproxima do padrão de carros de passeio, deixando para trás materiais mais rígidos e desgastantes. A direção passou a ser regulável e, nos modelos mais recentes, elétrica, o que facilita manobras e aumenta a segurança, substituindo antigos sistemas hidráulicos que apresentavam falhas com maior frequência.

“Hoje você dirige no céu. É tudo eletrônico. Não tem ruído do motor. Agora é 100% em paz”, enfatizou Durante.

TECNOLOGIA A BORDO

Outro avanço importante está na tecnologia de bordo. Os ônibus contam com computadores que auxiliam diretamente na operação. Um deles é o TDM, equipamento que permite comunicação em tempo real com o centro de operações (CIOP), monitorando a pontualidade das linhas. “Por meio de um sistema de cores, o motorista sabe se está adiantado, atrasado ou dentro do horário programado, ajustando sua condução para evitar prejuízos ao trânsito e aos passageiros”, explica Marcelo Selhorst, encarregado de fiscalização.

“Nós temos o aplicativo, que nos dá o itinerário, tudo certinho. Eu solicito a linha que eu vou fazer. Hoje, eu não tenho, necessariamente, que conhecer a linha. Posso ir lá [aplicativo] e tirar alguma dúvida”, comenta Vanzan.

Manutenção preventiva

Além da tecnologia e do conforto, a manutenção preventiva é apontada como peça-chave para reduzir falhas e custos. A frota é controlada rigorosamente por quilometragem, passando por revisões leves e preventivas pesadas. Na preventiva pesada, os veículos são praticamente desmontados para checagem completa de freios, embreagem, motor, lubrificação e itens de segurança, mesmo que não apresentem defeitos aparentes. Peças próximas do fim da vida útil são substituídas antecipadamente para evitar quebras na operação.

O controle se estende também aos pneus, com acompanhamento de desgaste, alinhamento, balanceamento e vida útil, além da gestão de peças mecânicas. Segundo Selhorst, investir na prevenção evita prejuízos maiores, como a necessidade de retirar veículos da linha, deslocar equipes extras e aumentar gastos com combustível e manutenção emergencial. Com uma frota nova, a tendência é de menos quebras, mais conforto para motoristas e passageiros e maior confiabilidade no serviço.

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