Clínica de Vacinas do Hospitalar amplia imunização em Londrina
Mais de 30 tipos de vacinas já estão disponíveis na unidade pelo plano de saúde do Hospitalar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
Mais de 30 tipos de vacinas já estão disponíveis na unidade pelo plano de saúde do Hospitalar
Jéssica Sabbadini - Especial para a FOLHA 

A Clínica de Vacinas do Hospitalar, plano de saúde do Hospital Evangélico de Londrina, oferece mais de 30 tipos de vacinas e amplia a imunização em Londrina e região. O reforço permite que a cobertura vacinal vá do bebê ao idoso com mais agilidade para os beneficiários e para toda a comunidade. O supervisor administrativo do Centro Médico Hospitalar, André da Cruz Barrozo explica que no primeiro ano de vida a indicação do número de imunizantes é maior, com pelo menos uma dose a cada mês, mas a vacina é necessária em todas as etapas da vida.
DO NASCIMENTO À JUVENTUDE
Durante a gestação, por exemplo, Barrozo exemplifica que é recomendado que a mulher tome vacinas contra a gripe, a coqueluche e, mais recente, contra o vírus sincicial respiratório, responsável pela maioria dos casos de infecção no trato respiratório dos bebês. A comercialização dessa vacina, segundo ele, foi aprovada há cerca de dois meses no Brasil, sendo que ela auxilia na proteção da mãe e do bebê até os seis meses de vida. “É uma vacina que teve uma procura alta”, aponta, complementando que eles estão com a lista de espera aberta e aguardando a chegada de novas doses. Até o momento, o imunizante não está disponibilizado no SUS (Sistema Único de Saúde).
Para os adolescentes entre 11 e 14 anos, a recomendação é de receber a dose da vacina contra o HPV, o papilomavírus humano, que é a DST (Doença Sexualmente Transmissível) mais comum, antes do início da vida sexual. O reforço da vacina meningocócica ACWY também precisa ser feito aos 11 anos de idade.

FASE ADULTA
As vacinas pneumocócicas e da coqueluche, que tem o reforço recomendado a cada 10 anos, também fazem parte do calendário vacinal de pessoas na idade adulta. No caso dos idosos, o enfraquecimento natural do sistema imunológico faz com que eles fiquem mais suscetíveis às doenças e também precisam ficar atentos às orientações. Indicada para pessoas acima dos 50 anos, a vacina contra o herpes zóster pode ser utilizada tanto na prevenção quanto no tratamento da doença. Quem já teve contato com a varicela, mais conhecida como catapora, permanece com o vírus incubado no organismo e pode ressurgir como o herpes zóster, que causa erupções dolorosas na pele, por conta da queda no sistema imunológico com o avançar da idade.

RETORNO DE DOENÇAS
Causada por uma bactéria que afeta as vias respiratórias, a coqueluche registrou sua primeira morte em Londrina no mês de julho de 2024, após três anos sem casos fatais em todo o país. A vítima era um bebê de cinco meses que estava com o ciclo vacinal incompleto. Com três mortes confirmadas e três em investigação, o Paraná é líder em número de casos e óbitos. Considerado erradicado, o sarampo também voltou a aparecer nos últimos anos por conta da baixa cobertura vacinal. “É tomar a vacina para que a doença não retorne”, reforça Barrozo.

EFICAZ E SEGURA
A Covid-19 foi um momento que trouxe muito destaque para as vacinas, principalmente no que diz respeito à velocidade com que os imunizantes são desenvolvidos. Ele garante que antes de ser disponibilizada à população, a vacina passa por inúmeros testes e estudos, sendo que algumas levam mais de uma década para chegar ao consumidor final.
Segundo ele, o Ministério da Saúde, através do PNI (Programa Nacional de Imunizações), vem tentando combater as notícias falsas que começaram a circular a respeito da eficácia e da segurança das vacinas, o que também é um desafio enfrentado pelas clínicas de imunização da rede privada.
Durante as campanhas de vacinação em massa na pandemia, muitas pessoas chegaram a levantar boatos de que a vacina seria capaz de alterar o material genético, dentre outros mitos. Barrozo é enfático ao afirmar que isso é mentira, já que a maior parte das vacinas, como a da gripe, por exemplo, tem o DNA enfraquecido do vírus. “Ela não tem como causar a doença”, explica. Além disso, a vacina também não tem nenhuma relação com outras doenças ou transtornos, como o autismo. “Foi tudo desmistificado”, aponta, assegurando sua eficiência e segurança.
Modificadas e atualizadas constantemente de acordo com o surgimento de novas variantes, a proteção que elas oferecem é ampliada a cada ano. Esse é o caso da vacina da gripe, por exemplo, cujo reforço é feito anualmente, levando em conta os estudos do Ministério da Saúde das cepas que mais vão circular no país.
COMO VACINAR?
Os interessados em atualizar seu esquema vacinal podem entrar em contato com Clínica de Vacinas do Hospitalar. O serviço é aberto para toda à população. Beneficiários do plano têm redução nos custos dos imunizantes, mas os preços são mais acessíveis para a comunidade.
O atendimento é presencial na clínica, e pode ser feito em domicílio ou em empresas, para a vacinação em massa de colaboradores.
Para saber se está com alguma dose em atraso, o paciente pode comparecer na Clínica de Vacinas, que fica junto ao Centro Médico Hospitalar, na Avenida Rio de Janeiro, n° 766, no centro de Londrina, ou entrar em contato com o número de WhatsApp 3315-1919. Como exigência para fazer a matrícula e rematrícula, a clínica também emite o certificado de vacinação, assim como orienta sobre vacinas que estão fora do calendário vacinal, mas que são essenciais para a proteção contra doenças oportunistas.
SERVIÇO
Clínica de Vacinas - Centro Médico Hospitalar
Local: Avenida Rio de Janeiro, n° 766
Contato: 3315-1919 (WhatsApp)
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