Imagem ilustrativa da imagem E-sports, Beach Tennis e NFL: as novas paixões do Brasil
| Foto: Hudson Ramos Marra

O futebol continua reinando, mas deixou de ser a única história que importa quando o assunto é esporte no Brasil. Nos últimos anos, três modalidades que pareciam nichos distantes ganharam corpo, público e calendário próprio: o beach tennis, o futebol americano da NFL e os e-sports. Juntas, elas mostram um torcedor brasileiro mais curioso, mais conectado e disposto a dividir sua atenção entre paixões que convivem sem se anular.

Esse movimento aparece em dados de audiência, em número de praticantes e no volume de investimento que empresas passaram a direcionar para essas modalidades. Entenda o que está por trás desse crescimento e como o consumo de esporte está mudando no país.

Beach tennis: de febre de praia a fenômeno nacional

Poucos esportes cresceram tão rápido quanto o beach tennis. Segundo a Confederação Brasileira de Tênis, o número de praticantes saltou de 400 mil em 2021 para cerca de 1,1 milhão em 2023, um avanço de aproximadamente 175% em apenas dois anos. Mais do que isso, o Brasil passou a concentrar boa parte dos jogadores da modalidade em todo o mundo.

A explicação tem fatores culturais e práticos: o esporte nasceu nas praias italianas, mas encontrou terreno fértil em um país com litoral extenso, clima ameno o ano inteiro e tradição em modalidades de areia como vôlei de praia e futevôlei.

A pandemia acelerou tudo: sem contato físico e jogável ao ar livre, o beach tennis virou uma válvula de escape durante o distanciamento social.

Hoje, quadras aparecem em condomínios, academias e clubes próprios, e o país sedia dezenas de torneios ao longo do ano.

NFL: o terceiro maior mercado do mundo

Se o beach tennis cresceu nos pés dos praticantes, o futebol americano cresceu nos olhos do público. O Brasil se tornou o terceiro maior mercado de audiência da NFL no mundo, com cerca de 41 milhões de fãs declarados, segundo levantamentos do IBOPE Repucom. Em 2014, esse número não passava de 10 milhões.

Os marcos recentes reforçam a escalada. A Neo Química Arena, em São Paulo, sediou jogos oficiais da liga em 2024 e 2025, com ingressos esgotados e impacto econômico estimado em centenas de milhões de reais para a cidade. Na TV, a transmissão mais recente do Super Bowl alcançou 12,9 milhões de espectadores no país, um salto expressivo em relação ao ano anterior.

Esse público engajado também mudou o comportamento de consumo ao redor do esporte. Tanto que quem pesquisa qual plataforma com bônus oferece possibilidade de apostar na NFL encontra condições específicas para usuários já cadastrados.

O interesse pela NFL, antes restrito a um grupo pequeno, virou fenômeno cultural com ramificações em mídia, patrocínio e entretenimento.

E-sports: a paixão que nasceu digital

Enquanto beach tennis e NFL representam paixões que migraram de fora para dentro do Brasil, os e-sports contam outra história: a de uma geração que já cresceu com a tela como arena. Competições de jogos eletrônicos movimentam campeonatos, times profissionais, transmissões ao vivo e uma base de fãs que consome conteúdo diariamente.

O apelo dos e-sports está na combinação de acessibilidade e comunidade. Qualquer pessoa com um dispositivo e conexão pode acompanhar ou até participar, e a interação em tempo real com jogadores e outros fãs cria um vínculo diferente do esporte tradicional. Esse formato conversa com o público jovem, que consome esporte em plataformas digitais e redes sociais mais do que na TV aberta.

Não por acaso, os e-sports se tornaram um dos territórios mais disputados por marcas que querem falar com essa audiência. O ambiente digital, nativo do público mais novo, é onde o crescimento tende a se sustentar nos próximos anos.

O que aproxima esses três universos

Beach tennis, NFL e e-sports parecem não ter nada em comum. Um é jogado na areia, outro em um gramado com regras complexas e o terceiro em uma tela. Mas há um fio que os conecta: todos cresceram apostando em acessibilidade, experiência e comunidade.

O beach tennis é fácil de começar e social por natureza. A NFL construiu uma narrativa de espetáculo e pertencimento. Os e-sports transformaram o jogo em evento coletivo. Nenhum deles tenta substituir o futebol, e essa talvez seja a chave do sucesso: o torcedor brasileiro provou que cabe mais de uma paixão no coração.

Esse comportamento também se estende ao entretenimento digital de forma geral. Assim como o público diversificou o que assiste e pratica, também passou a explorar novos formatos de diversão online, incluindo modalidades como o Aviator, um dos jogos que ganharam grande popularidade nos últimos anos.

A lógica é a mesma que move as novas paixões esportivas: variedade, praticidade e a busca por experiências diferentes.

Um novo mapa das paixões brasileiras

O Brasil segue sendo o país do futebol, mas o mapa das paixões esportivas ficou mais rico e plural. Beach tennis, NFL e e-sports não são modismos passageiros, são reflexos de um público que se informa, experimenta e escolhe.

Para quem acompanha o esporte de perto, entender esse crescimento é entender o próprio brasileiro de hoje: aberto ao novo, sem abrir mão das tradições.

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