Responsável por produzir e levar energia elétrica para todo o Paraná, a Copel (Companhia Paranaense de Energia) tem agora uma matriz de geração totalmente limpa e renovável. Na prática, isso materializa a preocupação da companhia em cuidar do meio ambiente e do bem-estar da população ao mesmo tempo em que avança em tecnologias para garantir um processo que tem como base a força que vem da água, do sol e dos ventos para iluminar e movimentar a economia paranaense.

Diretor de Geração e Transmissão da Copel, Fernando Mano explica que todo o processo de geração de energia da companhia acontece por meio de fontes limpas e renováveis, como as hidrelétricas, solares e eólicas. A descarbonização da matriz energética foi concluída em 2024, antes do prazo estabelecido, que era 2025, com a venda de usinas com geração à base de combustíveis fósseis. Como motivo extra para comemorar, a conquista veio no ano em que a companhia chegou à marca de sete décadas de muita história para contar.

Agora, o objetivo é seguir investindo na expansão de todo o sistema, com projetos de grande porte, trazendo energia limpa e ainda mais segurança energética para os consumidores. “Conseguimos preparar o Estado para um crescimento econômico ainda maior, já que todos os setores consomem e precisam de energia elétrica”, aponta.

Ampliação

Responsáveis por 64% da energia gerada pela Copel, a concessão das três maiores usinas hidrelétricas operadas pela companhia foi renovada por mais 30 anos, o que também vem ao encontro da materialização desses objetivos. O diretor aponta que a concessão permite a continuidade da operação nas usinas de Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias, assim como abre caminho para a ampliação dos parques elétricos.

A Usina Foz do Areia conta com quatro unidades geradoras e tem espaço para ampliação de mais duas
A Usina Foz do Areia conta com quatro unidades geradoras e tem espaço para ampliação de mais duas | Foto: Guilherme Pupo/Divulgação/Copel

O projeto de Foz do Areia é o mais avançado. A usina já conta com quatro unidades geradoras e tem espaço para mais duas, previstas durante a construção da usina, em 1970. A ampliação vai permitir que a potência saia de 1.676 MW para 2.536 MW.

Para viabilizar essa obra, a empresa aguarda a realização do próximo Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência pelo governo federal, previsto para junho deste ano. Fernando Mano diz que, nesse leilão, as propostas mais competitivas e com menor custo de produção de energia serão autorizadas.

Cada passo que a Copel dá é norteado por muito estudo técnico, regulatório e ambiental, além de análises de viabilidade e dos benefícios, tanto para a companhia quanto para os consumidores. “Com base em todas essas avaliações, a gente toma a decisão de participar e de fazer as nossas propostas dentro desse leilão”, ressalta.Outra proposta em avaliação pode dobrar a capacidade da Usina Segredo com a instalação de três novas unidades geradoras. A hidrelétrica passaria dos atuais 1.260 MW para 2.526 MW de potência

As ampliações trazem mais segurança energética para todos os paranaenses, assim como traz a receita aos municípios onde as usinas estão instaladas, e incentiva os mais diversos setores da economia. “No momento em que implantamos ou ampliamos uma usina, estamos garantindo energia para um crescimento econômico sustentável do estado do Paraná e do Brasil”, explica.

Pioneirismo

Todo o processo de geração de energia da Copel acontece por meio de fontes limpas e renováveis, como a solar
Todo o processo de geração de energia da Copel acontece por meio de fontes limpas e renováveis, como a solar | Foto: Divulgação/Copel

Vicente Loiácono Neto, diretor de Governança, Risco e Compliance da Copel, explica que a companhia busca a sustentabilidade empresarial e corporativa, que norteia todos os trabalhos nas mais diversas áreas, do financeiro à gestão de pessoas e da geração à distribuição de energia. E isso vem desde muito antes, lembrando que a Copel foi a primeira empresa do setor elétrico a fazer um relatório sobre impactos ambientais, ainda em 1986. “O compromisso da Copel não é de agora, é desde a sua origem, com respeito e zelo ao meio ambiente”, afirma.

Pioneira, inovadora e antenada às tecnologias que estão ligadas ao ESG (Ambiental, Social e Governança, do inglês), o cuidado com o meio ambiente também está na aquisição de tecnologias que melhoram o funcionamento de todo o sistema, beneficiando os consumidores. Esse é o caso do Programa Rede Elétrica Inteligente, que já instalou mais de um milhão de medidores remotos em 105 municípios espalhados pelo Paraná e é o maior programa de modernização de redes em toda a América Latina.

A Copel foi a primeira empresa do setor elétrico do Brasil a fazer um relatório sobre impactos ambientais, ainda em 1986
A Copel foi a primeira empresa do setor elétrico do Brasil a fazer um relatório sobre impactos ambientais, ainda em 1986 | Foto: Divulgação/Copel

Vicente Loiácono Neto explica que os medidores substituem o deslocamento das equipes, o que possibilitou a redução de 400 toneladas de dióxido de carbono desde 2018. Através da tecnologia, a central de operação tem acesso às informações sobre interrupções e desligamentos e pode solucionar o problema de maneira rápida e sem atrapalhar o dia a dia dos consumidores.

Na prática, falar em energia limpa também é reduzir as emissões de gases poluentes. “A nossa geração é limpa, então você não tem queima de carvão, de gás, que são processos que emitem gases de efeito estufa”, esclarece o diretor. Com a Copel fazendo a parte dela, os benefícios são compartilhados com toda a comunidade porque todos sentem no dia a dia os efeitos das mudanças climáticas.

mockup