Com Casa’Horizonte, Plaenge reencontra o Centro de Londrina
Primeiro projeto de Nildo José na cidade combina arquitetura autoral, brasilidade e integração ao entorno, reforçando o legado arquitetônico da Plaenge
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sábado, 01 de novembro de 2025
Primeiro projeto de Nildo José na cidade combina arquitetura autoral, brasilidade e integração ao entorno, reforçando o legado arquitetônico da Plaenge
Da Redação 

Na esquina das ruas Belo Horizonte e Pio XII, em Londrina, a Plaenge apresenta Casa’Horizonte, empreendimento que marca a estreia do arquiteto Nildo José na cidade. Com apartamentos de 145 e 181 m², o breve lançamento representa o reencontro da marca com o Centro, celebrando a união entre a brasilidade de Nildo, assinaturas consagradas e a gentileza urbana que valoriza o entorno, transformando a experiência de viver no bairro.
“Retornamos a esta região tão simbólica e, como forma de agradecimento, estamos trazendo o primeiro projeto assinado por Nildo José. Casa’Horizonte nasce desse encontro, presenteando Londrina com uma arquitetura que conecta cultura e memória”, destaca Rodolfo Sugeta, superintendente da Plaenge em Londrina.
Ele explica que a escolha do endereço é carregada de significado. Casa’Horizonte está localizado em uma esquina desejada, a apenas uma quadra do Paseo Santos, empreendimento lançado em 2023 e que marcou o retorno da Plaenge ao Centro com uma proposta que resgatou as referências modernistas do município. O projeto foi premiado pelo International Property Awards, a maior do mercado imobiliário global.

O nome escolhido reflete o espírito da proposta. “‘Casa’ é o lugar onde queremos estar, onde nos sentimos bem. Já ‘Horizonte’ faz referência à Rua Belo Horizonte, que é um endereço importante para Londrina. Ao mesmo tempo, evoca a ideia de olhar adiante, para o futuro, em harmonia com o entorno e com o tempo da cidade", explica.
O lançamento traz uma nostalgia revisitada, dos tempos em que as ruas eram extensão da casa, os vizinhos se cumprimentavam pelas varandas e cada edifício guardava uma história. “A fachada viva, com brises e floreiras, humaniza sem destoar do entorno. Mais uma vez, a Plaenge surpreende nos detalhes, reforçando nosso compromisso de ampliar o legado de marcos arquitetônicos para a cidade”, afirma.
Um novo capítulo da arquitetura no Centro de Londrina
O novo Plaenge traz projetos assinados por nomes reconhecidos da arquitetura e do design. Além de Nildo José, o empreendimento tem assinatura de Studio Ronaldo Rezende na arquitetura, Tellini Vontobel no paisagismo e Carlos Fortes na iluminação. “Reunimos um time que entendeu as sutilezas da nossa ideia. O resultado é uma obra que respeita a tradição do centro, mas olha para o futuro”, resume Sugeta.

O Studio Ronaldo Rezende dispensa apresentações. Outros empreendimentos criados em parceria com a Plaenge em Londrina, Paseo Santos e Artesano, foram premiados internacionalmente. Agora, a equipe do escritório surpreende novamente com uma proposta de fachada que redesenha a paisagem.
Os apartamentos em “L” acompanham a esquina em uma trajetória fluída, revelando varandas verdes que conversam com a antiga Belo Horizonte. Os brises transformam luz em desenho, criando jogos de sombra que se tornam parte da experiência arquitetônica. “É um novo capítulo na história do bairro”, analisa Sugeta.
Ronaldo Rezende destaca que as varandas com floreiras integradas ao paisagismo trazem a natureza para o dia a dia dos moradores. “Buscamos uma biofilia equilibrada e sem excessos”. explica. O pé-direito triplo na esquina traz imponência e leveza ao mesmo tempo, enquanto as marquises, com vegetação que sobe até o topo, criam uma conexão natural entre o interior e o exterior. “São efeitos que a arquitetura ensina”, complementa.
Ele lembra que a arquitetura não é feita só para quem mora, mas também para quem passa pelo empreendimento. “O projeto foi pensado para oferecer beleza ao entorno, ampliando a gentileza urbana que sempre está presente nas obras da Plaenge”, afirma.
A brasilidade elegante de Nildo José, agora em Londrina
O grande destaque de Casa’Horizonte é a estreia de Nildo José em Londrina. Reconhecido no cenário nacional por seu trabalho autoral em mostras como a Casa Cor, o arquiteto consolidou a carreira em São Paulo e imprime sua marca no projeto de interiores. Os ambientes mesclam brasilidade a uma elegância discreta, em perfeita sintonia com a memória do Centro.
“Casa’Horizonte nasceu de uma construção conjunta, respeitando o contexto urbano e criando transições sutis entre o público e o privado. Cada detalhe, até o silêncio, tem intenção e acolhe quem chega”, destaca Nildo José.

Entre suas criações mais reconhecidas, estão a Casa Ñe’é (“Casa da Alma”) e a Casa Olaria, ambas elogiadas pela crítica pelo equilíbrio entre silêncio, textura e memória. Premiado pela Deca e um dos 50 talentos reconhecidos pela Casa Vogue, Nildo José tem na arte e no retorno às raízes brasileiras o eixo de sua obra, reinterpretadas com uma visão cosmopolita.
Ele trabalha com o que chama de “vazio necessário”, criando espaços onde luz, sombra e matéria conversam de forma silenciosa. “Os vazios são estratégicos para serem preenchidos pelo movimento das pessoas, trazendo vida”, reflete. Madeira, cerâmica e mármore aparecem em texturas e proporções que transformam cada ambiente em lugar de contemplação. “As áreas comuns de Casa’Horizonte têm uma atmosfera de galeria de arte”, pontua.
Embora absorva influências do design e das artes visuais globais, Nildo sempre retorna ao Brasil como ponto de partida e de chegada. Suas obras exaltam materiais que remetem às raízes brasileiras, reinterpretadas em linguagem cosmopolita.
Casa’Horizonte surge como um encontro natural entre as referências da cultura nacional e a história de Londrina. O projeto traduz a brasilidade de Nildo em diálogo com a paisagem urbana do Centro, onde a memória da cidade se encontra com a visão autoral do arquiteto, entrelaçando as origens da Plaenge, as dele e as do próprio município em uma só proposta arquitetônica.
Interiores que contam histórias
No projeto de interiores de Casa’Horizonte, os materiais nobres e naturais ganham protagonismo. Nildo José explica que buscou uma materialidade atemporal, em diálogo com a tradição e o tempo. Madeira nogueira, mármore Via Appia, latão envelhecido, couro whisky e camurça formam uma paleta que “amadurece bem”, nas palavras do próprio arquiteto. “É um espaço onde envelhecer não é um problema”, comenta.

As soluções arquitetônicas propostas por Nildo José evocam a nostalgia. A marchetaria aparece com força em painéis desenhados com exclusividade para o projeto. Os tons quentes, derivados do capuccino, dão uma nova roupagem para as áreas comuns.
Entre as escolhas que marcam a assinatura de Nildo José, está um banco-tronco de madeira. A curadoria do arquiteto também estará presente em outras peças disponíveis nos ambientes. “Nosso projeto valoriza o design nacional com peças de nomes consagrados e também jovens talentos. A arquitetura brasileira genuína precisa incluir novas vozes do design”, afirma.
A entrada social traduz o encontro entre arquitetura, paisagismo e gentileza urbana, um conceito que o arquiteto considera essencial. “Trouxemos um painel de nogueira que conversa com os brises da fachada e uma iluminação flutuante que se comporta como uma escultura, visível de fora. Esse conjunto poderá ser contemplado por quem passa.”
Nos ambientes sociais, como o salão de festas e o espaço gourmet, a proposta é de continuidade com a casa, inclusive com presença de sofás. Os espaços se conectam, como o salão de jogos que se abre para o salão de festas, reforçando a flexibilidade.

A área de lazer reflete a intenção de oferecer bem-estar e silêncio como luxo contemporâneo. A academia, sauna e piscinas coberta e externa se integram visualmente, em harmonia com o paisagismo. “Queríamos uma arquitetura capaz de arrancar suspiros. Acho que conseguimos”, finaliza.
O verde que transforma o Centro
Assinado por Tellini Vontobel, o paisagismo tropical do Casa’Horizonte provoca os sentidos como contraponto entre delicadeza e força do verde. O projeto é um prolongamento natural do gesto que molda o edifício e o integra ao seu entorno, suavizando o ritmo da cidade.
O escritório revisita a memória das floreiras e canteiros da antiga Belo Horizonte com um olhar contemporâneo. Em vez de exuberância ornamental, propõe o verde como matéria de conforto, como pausa visual e tátil no cotidiano urbano. As floreiras das varandas não são meros adornos, mas pequenas paisagens pessoais. Cada uma foi pensada com composições que variam em textura, densidade e tonalidade, formando uma sequência viva que se transforma ao longo do dia e das estações. O morador ganha, assim, o seu próprio recorte do paisagismo assinado, um fragmento íntimo do conjunto que, ao mesmo tempo, enriquece o Centro com um cotidiano mais verde.
Essas manchas de natureza se estendem para além das varandas e abraçam o edifício. Os recuos generosos do projeto abrem espaço para jardins que acolhem o pedestre e devolvem ao Centro de Londrina o frescor que um dia habitou suas esquinas.
Do interior, a arquitetura emoldura o paisagismo como uma obra viva. No hall envidraçado, o olhar se perde entre as folhagens e o movimento da rua, há algo de cinematográfico na maneira como as pessoas e a natureza se refletem, fundindo cidade e refúgio. É essa permeabilidade que torna o edifício tão humano: o verde não está estático do lado de fora, ele invade, se insinua, participa da vida que acontece dentro.
Nas áreas comuns, o paisagismo se desdobra em camadas, criando transições entre os ambientes. Espécies tropicais, folhagens largas e tons de madeira compõem uma atmosfera quase meditativa, que prolonga o sentimento de acolhimento da arquitetura. Cada percurso desperta uma sensação. O som das folhas ao vento, o perfume do verde após a chuva, o jogo de luz e sombra sobre as superfícies.
O resultado é uma composição viva, que reforça o caráter humano e acolhedor do edifício.
Gentileza urbana que se transforma em legado
Casa’Horizonte chega ao Centro como um verdadeiro presente. As floreiras, os brises e o paisagismo traduzem a ideia de um edifício que participa da paisagem urbana, respeitando e valorizando a vizinhança. Ao mesmo tempo, sua arquitetura cria novas referências, inserindo um novo marco no coração da cidade sem romper com a memória do bairro.

O empreendimento será apresentado em breve na Central de Decorados da Plaenge, onde o público poderá conhecer de perto os interiores concebidos por Nildo José e os detalhes arquitetônicos do projeto.
Plaenge: construtora de paisagens em Londrina
Desde a sua fundação, há 55 anos, a Plaenge assumiu o papel de criar referências que se tornaram parte importante da paisagem de Londrina. Na trajetória da empresa, há uma lista de edifícios que atravessam gerações e despertam memórias, integrando-se às diferentes narrativas sobre a cidade.
A história da construtora está marcada no Centro, onde construiu seu primeiro edifício residencial, o Olga, em 1974. “Desde aquela época, a Plaenge já tinha um olhar atento ao tempo em que vivia, o que se percebe na inspiração brutalista de Olga”, afirma o diretor corporativo da Plaenge, Marcelo Resquetti, referindo-se ao movimento arquitetônico que valorizava a função da construção exposta nos próprios materiais.
Enquanto Londrina crescia, a Plaenge crescia junto, acompanhando a cidade em suas transformações e deixando sinais de que não estava apenas construindo paredes, mas ajudando a escrever capítulos de uma história coletiva.
Os prédios da UEL, por exemplo, representam um ato de confiança. Confiar na educação, no potencial de uma geração inteira, no futuro de uma cidade que se desenhava promissora.

A proposta de revitalização do Lago Igapó, o Estádio Moringão, a construção das praças Pé Vermelho e Pioneiros, além dos diversos projetos na cidade, são lembranças vivas de como a empresa também se dedicou a criar áreas que todos pudessem desfrutar. “A Plaenge está presente para quem é cliente, mas também para quem apenas caminha pelas ruas, cruza as praças e contempla o horizonte moldado por suas obras”, ressalta.
Mais recentemente, a empresa apresentou o Plaenge Parque Urbano, um masterplan desenvolvido em parceria com o paisagista Benedito Abbud, que conecta edifícios, praças e o Aterro do Lago Igapó em uma proposta baseada em biofilia e gentileza urbana, ampliando o diálogo entre natureza e arquitetura.
Essa trajetória revela a convicção de que o verdadeiro luxo não é vazio, ao contrário, se preenche da história que cada edifício carrega. É a forma como um projeto se torna referência, ponto de encontro e marco urbano. Ao longo das décadas, a Plaenge transformou engenharia em cultura e arquitetura em pertencimento, construindo uma reputação que se mede por histórias, memórias e legado.
O lançamento de Casa’Horizonte escreve um novo capítulo de uma marca cuja reputação não se mede só em números ou volumes, mas na história construída com consistência e significado.
“Ser Plaenge é, acima de tudo, ser parte de Londrina. É acreditar que cada construção pode ser memória, cultura e paisagem. Ao contar a história da Plaenge, contamos também a história da cidade, revelando a intensidade do vínculo que desperta orgulho em todos que vivem aqui”, finaliza.


