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Londrina

IMUNIZAÇÃO

m de leitura Atualizado em 19/06/2021, 08:39

Infecção entre vacinados pode ocorrer, mas sintomas são mais leves

PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de junho de 2021

Vitor Ogawa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Imagem ilustrativa da imagem Infecção entre vacinados pode ocorrer, mas sintomas são mais leves Imagem ilustrativa da imagem Infecção entre vacinados pode ocorrer, mas sintomas são mais leves
 

Nos últimos dias têm circulado em grupos de WhatsApp e por redes sociais uma fotografia de um aviso fixado em edital apontando que no HU de Londrina houve 53 casos de Covid-19 em pessoas vacinadas, das quais sete são internos, dois são funcionários da limpeza; oito residentes e 36 profissionais de saúde. No texto reproduzido pela imagem há a indicação de que dois dos 53 infectados tinham recebido a primeira dose da vacina AstraZeneca; 11 tinham sido vacinados com a segunda dose da vacina AstraZeneca e 31 tinham recebido duas doses da vacina Coronavac. O alerta diz ainda: “Existem casos de reinfecção e infecção grave por coronavírus, mesmo após a vacinação, portanto, se cuide!”. 

 O alerta diz: “Existem casos de reinfecção e infecção grave por coronavírus, mesmo após a vacinação, portanto, se cuide!”  O alerta diz: “Existem casos de reinfecção e infecção grave por coronavírus, mesmo após a vacinação, portanto, se cuide!”
O alerta diz: “Existem casos de reinfecção e infecção grave por coronavírus, mesmo após a vacinação, portanto, se cuide!” |  Foto: Reprodução/HU de Londrina
 

AA imagem é verdadeira e foi checada pelo Folha Confere com a direção clínica do HU.

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A diretora-clínica do HU, Luiza Kazuko Moriya, informa que o aviso era para ter sido divulgado somente internamente. “Para nosso uso interno foi interessante divulgar essas informações, porque as pessoas que foram identificadas com o vírus foram afastadas por dez dias para evitar transmitir para aqueles que estão hospitalizados ou para os colegas de trabalho. As pessoas testadas foram aquelas que estavam sintomáticas, ou seja, apresentaram sintomas como a coriza, um pouco de mialgia e a febre foi bem baixa. Foram mais sintomas respiratórios mesmo. O mais importante é divulgar que todos os que foram vacinados se recuperaram sem precisar de internação e nem precisaram ser intubados, ou seja, 100% deles. Isso é um dado bastante positivo. Os dois únicos servidores que tiveram a doença e sofreram complicação grave foram aqueles que não quiseram tomar a vacina”, declarou a diretora. 

Segundo ela, considerando que de toda a população de Londrina somente de 10% a 12% foi vacinada, ainda tem muita gente adquirindo vírus e adoecendo porque não foi vacinada. “Por menor que seja a positividade da tua cobertura imunológica e por mais que a vacina não tenha 100% de efetividade é ela quem dá proteção para formas graves da doença”, apontou.

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“Todo mundo agora está falando em imunidade de rebanho e está falando em escolha do tipo de vacina, da origem da vacina. Todo mundo ficou muito esperto em tudo , mas o mundo ainda está começando a estudar essas coisas em relação ao coronavírus. Tem muita gente que impõe suas opções e eu não sei por qual razão sempre se vê o lado negativo das ações de vacinação. Eficácia de 100% a gente não vai ter em vacinação alguma. A vacina contra pneumonia por exemplo o pneumococo pode combater a pneumonia grave e a meningite. A proposta da vacina de pneumocócica é evitar essas formas graves e não que não tenha infecção pelo pneumococo ou otite ou mesmo pneumonia, mas para as formas graves ela evita, então essa que é proposta”, comparou.

“A vacina foi uma das grandes descobertas da medicina e da ciência e eu acho que a gente tem que ter tem que ter fé nela, mesmo sabendo que ela não dê 100% de efetividade para para combater a entrada a colonização da bactéria ou do vírus. Mas ela pode evitar formas mais graves da doença, que é o que o leva a óbito”, enfatizou. “Mais uma vez eu repito que é importante pensar no coletivo, pois a gente não se vacina para a gente não se infectar ou se infectar de uma forma mais leve. A gente vacina é para que não haja transmissão coletiva entre a população”, destacou.

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