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Londrina

Sylvio do Amaral Schreiner - Mundo Vivo

m de leitura Atualizado em 04/07/2022, 03:34

Que tipo de sujeito é você?

As pessoas vivem como se não tivessem mentes e, por isso mesmo, não possuíssem nenhuma responsabilidade com suas vidas emocionais

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de julho de 2022

Sylvio do Amaral Schreiner
AUTOR autor do artigo

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Para ser possível uma vida saudável e sã é necessário, primeiro, aceitar como funcionamos, conhecer nossa natureza, para então ser capaz de conduzir a própria vida de uma maneira eficiente. Infelizmente, não é isso o que acontece e as pessoas terminam por viver vidas muito sofridas e cheias de complicações desnecessárias. O que acontece é que na maioria das vezes as pessoas não lidam com a vida real, mas com o que elas acreditam que a vida deveria ser.

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. |  Foto: iStock
 

Olhemos como tratamos nossos corpos, nossa saúde física. Aliás, cuidar do próprio corpo deveria ser uma atividade básica, algo sem maiores hesitações, mas não é bem isso o que ocorre. Sem um corpo minimamente sadio fica muito difícil viver, no entanto tratamos nossos corpos de maneira cruel como se eles pudessem receber quaisquer tipos de maus tratos e nunca ‘enguiçarem’. Já repararam para ver como tratamos nossos corpos físicos?

Comemos além da conta e de maneira nada saudável, bebemos como se não houvesse amanhã, tomamos remédios de forma indiscriminada frente qualquer desconforto, dormimos pouco e mal, etc. Se examinarmos bem nós sobrecarregamos nossos corpos físicos violentamente e ainda por cima esperamos que eles não reclamem, que não deem nenhum tipo de problema. Em outras palavras, somos nosso próprio carrasco. Isso não é qualidade de vida.

Se fazemos assim com nossos corpos, que é algo de natureza bem concreta, imagina o que não fazemos com nossas mentes, que é de natureza bem sutil e subjetiva, ou seja, bem mais difícil de se ver. As pessoas vivem como se não tivessem mentes e por isso mesmo não possuíssem nenhuma responsabilidade com suas vidas emocionais. Elas até “sabem” que têm mentes, mas não se dão conta e nem se responsabilizam por sua subjetividade. Isso faz com que elas se entreguem a fiquem presas a variados tipos de compulsões, caiam nos mesmos erros e equívocos, sofram por coisas que poderiam ser evitadas. Em resumo, vivem mal e fazem más escolhas.

Com tudo isso é de se esperar que a vida vá tomando caminhos que vão levando a uma grande infelicidade e insatisfação. As pessoas sentem-se constantemente infelizes e ficam desesperadas por buscar prazeres que venham a ‘compensar’ a dor e medo que sentem. E quanto mais prazer as pessoas vão correndo atrás de forma inconsequente mais elas vão se perdendo de si mesmas e mais cria um ciclo vicioso que leva muitos a não ter mais qualidade de vida alguma.

Se não conhecemos como funcionamos, nossas naturezas, nossos corpos e mentes, não haverá a menor possibilidade de vivermos bem. Prazer é importante para a vida, mas qual tipo de prazer? Aqueles que realmente nos levam a ser nós mesmos, a crescer e se expandir ou aquele prazer que nos leva a nos perder? Quando vamos aprendendo a ter contato com nossas reais necessidades, quando podemos ver de verdade a nós mesmos, temos a possibilidade de escolhermos melhor o que queremos e escolhemos melhor como nos tratamos e como nos conduzimos. Isso, sim, é ser sujeito da própria vida.

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A opinião do colunista não é, necessariamente, a opinião da Folha de Londrina 

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