Imagem ilustrativa da imagem Vale a pena ser Cicciolina?
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1. Na época da República eu tinha um aparelho de videocassete tão antigo, mas tão antigo, que o controle remoto era com fio. Certo dia, alguém alugou um filme da Cicciolina (juro que não fui eu) e o aparelho engoliu a fita VHS. Naquela época, a fita de vídeo original custava uma fortuna, e nós tivemos que fazer uma vaquinha para ressarcir a locadora.

2. Alugávamos fitas VHS na locadora. Uma das regras espartanas da locadora era devolver a fita rebobinada. Quer dizer, depois que você terminava de assistir ao filme, precisava esperar a fita voltar ao começo, antes de devolvê-la para a loja.

3. Outro hábito interessante, esse mais antigo, era gravar fitas K7 na loja de discos. Funcionava assim: você ia até a loja com uma fita virgem (Basf ou Scotch) e uma lista de músicas legais. No dia seguinte, o homem da loja lhe entregava a fita com as músicas. Havia dois preços para o serviço: se fossem músicas de um só disco, era mais barato; se fossem músicas variadas, era mais caro.

4. Há exatos 30 anos, quando entrei na faculdade, um dos primeiros livros que me indicaram chamava-se “Vale a pena ser jornalista?”, de Clóvis Rossi. Se não me engano, o filósofo Benedetto Croce disse que cultura é aquilo que permanece depois que você já esqueceu todo o resto. Por esse prisma, o livrinho de Clóvis Rossi não faz parte da minha cultura, porque não me lembro nada do que a obra dizia.

5. Jornalistas da grande mídia do Rio e São Paulo estão muito revoltados com a ascensão do novo conservadorismo brasileiro. Eles simplesmente não aceitam que exista gente com uma visão de mundo diferente do que eles sustentaram por muitos anos. Muito menos se conformam com o fato de que essas mesmas ideias conservadoras falem ao coração da maioria do povo. Daí o desespero da velha casta jornalística contra o filósofo Olavo de Carvalho, cujas ideias contribuíram decisivamente para o novo momento político que estamos vivendo. Sem o trabalho de Olavo, autor de livros fundamentais como “O Jardim das Aflições” e “A Nova Era e a Revolução Cultural”, Bolsonaro jamais seria presidente. Todos sabem disso; alguns, como o próprio Bolsonaro, o admitem; outros, como a grande maioria da esquerda, ficam indignados e batem o pé.

6. O mais novo ataque da extrema-imprensa contra a nova direita foi a divulgação de uma “lista negra” de autores que supostamente formam uma rede de assassinato de reputações na internet. Quando passei os olhos pelos nomes que integram a tal lista, encontrei vários daqueles guerreiros culturais que brilham intensamente nas redes sociais, entre eles Olavo de Carvalho, Bernardo Pires Küster, Nando Moura, Filipe G. Martins, Leandro Ruschel, Cláudia Wild, Silvio Grimaldo e outros. Fiquei triste por não ter o meu nome incluído. Assim não vale a pena ser cronista!

7. A lista servirá para divulgar ainda mais o trabalho de Olavo e dos conservadores em todo o Brasil. E os adolesvelhos da mídia, bem, esses continuarão tendo menos Ibope que a Cicciolina nos dias atuais. O tempo engoliu a fita VHS desses caras.

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