Um santo jornalista
Filme “Duas Coroas” conta a vida e as incríveis realizações de S. Maximiliano Kolbe, um mártir da fé
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quinta-feira, 05 de dezembro de 2019
Filme “Duas Coroas” conta a vida e as incríveis realizações de S. Maximiliano Kolbe, um mártir da fé
Paulo Briguet 

Está sendo exibido em Londrina um filme que merece ser visto por todos. “Duas Coroas”, com direção de Michal Kondrat e roteiro de Joanna Ficinska, conta a história do frei polonês Maximiliano Kolbe (1894-1941), um dos santos católicos mais importantes de nossa era.
Filho de operários poloneses, Raimundo Kolbe era um menino levado. Aos 12 anos de idade, depois de uma travessura, sua mãe lhe disse:
— O que vai ser de você, menino?
Raimundo se impressionou tanto com aquela pergunta que resolveu ir à igreja e repeti-la em oração à Virgem Maria. Numa experiência mística, o menino teve uma visão da Virgem com duas guirlandas de rosas na mão. As rosas brancas representavam a pureza; as rosas vermelhas, o martírio. A santa pediu que Raimundo escolhesse entre as duas coroas — e ele escolheu as duas.
Entrou para o seminário franciscano com apenas 13 anos. Adotou o nome de Maximiliano Maria Kolbe e tornou-se sacerdote ainda muito jovem. Criou um apostolado mariano intitulado “Milícia da Imaculada”, que existe até hoje em vários países, inclusive o Brasil.
Kolbe era um talentoso jornalista. Para divulgar a fé católica entre o maior número de pessoas, fundou um jornal — o “Cavaleiro da Imaculada” — que chegou à incrível tiragem de um milhão de exemplares. Com espírito empreendedor, construiu perto de Varsóvia, a capital polonesa, uma sede apostólica denominada Niepokalanów — a Cidade de Maria. Lá funcionavam a redação do jornal e de mais 17 publicações menores, além de uma estação de rádio.
Nos anos 30, Maximiliano Kolbe levou seu apostolado para o Japão, criando, na cidade de Nagazaki, o Mugenzai-no-sono — Jardim da Imaculada. Em agosto de 1945, quando os americanos lançaram a bomba atômica sobre Nagazaki, o convento franciscano erguido por Kolbe permaneceu em pé.
A história mais conhecida de Kolbe, no entanto, está relacionada àquela coroa de rosas vermelhas. Em 1941, ele foi preso pela Gestapo e levado ao campo de concentração de Auschwitz, situado em território polonês. Os nacional-socialistas consideram seu trabalho profundamente subversivo e perigoso para o regime.
Em julho do mesmo ano, em punição pela fuga de um prisioneiro, os nazistas “sortearam” dez pessoas para morrer de fome e sede numa cela. Kolbe, que não estava entre os escolhidos, ofereceu-me para morrer no lugar de um operário que tinha mulher e filhos.
Maximiliano Maria Kolbe foi canonizado em outubro de 1982, na Praça de São Pedro, por um conterrâneo, o Papa João Paulo II. Entre a multidão que acompanhou a cerimônia, estava Franciszek Gajowniczek, o operário cuja vida foi salva pelo santo.
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