Imagem ilustrativa da imagem Salvem as girafas da Amazônia!
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1. Imagine, por um instante, que o sequestrador tivesse ateado fogo ao ônibus onde se encontravam 31 pessoas. Imagine que os passageiros, presos por lacres, não conseguissem sair do ônibus em chamas. Imagine que tudo terminasse como uma grande tragédia. Qual seria a reação da esquerda? Pois eu digo: a esquerda lançaria toda a culpa sobre o governador Witzel e o presidente Bolsonaro. Esqueceriam o verdadeiro culpado pelo crime — obviamente, o criminoso — e dirigiriam todo arsenal de críticas aos adversários políticos. Como a tragédia não aconteceu, e o caso foi resolvido da melhor forma possível, a esquerda INTEIRA passou a gritar: “E a Amazônia? E a Amazônia?”

2. Sabe por que a esquerda brasileira odeia tanto as redes sociais e quer censurá-la a qualquer custo? O motivo é simples: esquerdista não suporta ser ridicularizado. Antigamente, quando algum político ou intelectual de esquerda dizia uma besteira, era preciso esperar até quinta-feira ou domingo para, com sorte, ler a resposta na coluna do Paulo Francis (publicada aqui na Folha de Londrina). Se a bobagem em questão fosse da área econômica, talvez o Roberto Campos a comentasse em artigo ou discurso no Congresso. Se fosse uma sandice literária, era possível que José Guilherme Merquior a rebatesse com a conhecida elegância. E era tudo — quase nada.

3. Hoje a situação mudou bastante. O que era surra cultural virou guerra cultural. E a mudança começou em 1994, quando Olavo de Carvalho publicou “O Imbecil Coletivo”, com críticas devastadoras aos medalhões da esquerda brasileira, em uma linguagem filosófica, mas também humorística. Vinte e cinco anos depois, a esquerda simplesmente PERDEU o controle da narrativa. Basta um político ou intelectual lacrador falar ou escrever uma asneira, para que no momento seguinte a internet esteja inundada não apenas por refutações definitivas, como também por memes e piadas sobre o falastrão da hora.

4. Essa história de que “Bolsonaro está queimando a Amazônia” é um bom (aliás, um lamentável) exemplo. Todos os anos, durante os meses secos, a Amazônia e outras regiões brasileiras registram aumento de queimadas. Pela série histórica dos últimos 20 anos, as queimadas de 2019 estão ABAIXO da média.

5. E quando se registraram os picos de incêndios na floresta? Justamente em 2004 e 2007, no governo do sr. Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente presidiário em Curitiba. Você não precisa acreditar em mim; acredite no Inpe e na Nasa.

6. Uma moça militante, aliás muito bela, apareceu com desenhos no próprio corpo em protesto contra a “devastação da Amazônia”. O problema é que, no desenho, ela retratou animais como leões e girafas, que no Brasil só são encontrados em jardins zoológicos ou nas telas de cinema. Salvem as girafas!

7. Na verdade, essa gritaria toda de “E a Amazônia?” me faz lembrar outro grito de guerra do progressismo nacional: “E o Cunha?” A resposta é simples: “O Cunha tá preso, babaca.”

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