Fim-começo de ano, eles estão no ar. Pontificam nas mídias sociais e antissociais. São mães-dinahs, tarólogos, astrólogos, numerólogos, cientistas políticos, economistas e outros videntes. Tentam domar um desconhecido animal – o futuro.

Imagem ilustrativa da imagem Profecias crônicas para 2020
| Foto: iStock

Se eles podem, por que eu também não posso?

Por isso, resolvi chamar um especialista para fazer algumas previsões tiro-e-queda para 2020. É o meu amigo Oluap Teugirb, filósofo egípcio e frequentador incógnito dos botecos de Londrina. Ele estava com um pouquinho de ressaca do final-começo de ano na praia, mas topou listar seus prognósticos para os leitores desta coluna. E o que é melhor: sem cobrar nada (exceto uminha na Toca do Bode).

Vamos às previsões do grande Oluap Teugirb:

“Em fevereiro, haverá uma grande festa popular no Brasil, especialmente no Rio e da Bahia. A farra vai mobilizar grande número de pessoas. Será consumida grande quantidade de bebida alcóolica. Mulheres nuas serão vistas em rede nacional. E tudo vai se acabar na quarta-feira.”

“Os cães vão latir; os gatos vão miar; os galos vão cantar; e as pombas vão fazer aquele barulho cujo nome eu não lembro no momento (principalmente no centro de Londrina).”

“A bateria do celular vai acabar.”

“Celebridades vão lacrar na internet.”

“Professores universitários esquerdistas, com alto salário e estabilidade no emprego, escreverão contra a desigualdade social.”

“Aquelas máquinas de secar as mãos não conseguirão secá-las.”

“A esquerda e nova esquerda tentarão arranjar um motivo por semana para derrubar Bolsonaro.”

“Se Bolsonaro fizer, será chamado autoritário. Se não fizer, será chamado de fraco. Se decidir, é ditadura. Se não decidir, é ‘acordão’. Se andar sobre as águas, é que não sabe nadar.”

“Aquele colunista vai fazer enquetes no Twitter e ficar aborrecido com os resultados.”

“O Ibope e o Datafalha vão errar.”

“Silvio Santos vai aprontar alguma antes de completar 90 anos.”

“Abusarei da paciência de meus amigos com trocadilhos.”

“Trabalharei.”

“Morrerão um grande ator, um famoso político, um conhecido religioso, um pequeno cavalo, um inseto. Nascerão outros.”

“Alguma celebridade vai lacrar no Twitter.”

“Haverá guerra.”

“Acordaremos sentenciados a uma certeza geométrica: o dia.”

“A eternidade será retalhada em horas. Mesmo assim, cada minuto parecerá contratempo.”

“Uma feminista feia vai protestar nua. Contra alguma coisa.”

“O juiz será xingado. Principalmente se for do STF.”

“Caçarei o rumo das coisas, como quem vive a caçar galinhas.”

“Perto do Natal, algum artista sem talento vai ridicularizar Jesus e os cristãos.”

“Cães serão deixados na estrada, por seus donos sem coração. Assim também seremos nós: cachorros abandonados na estrada, no calendário, no futuro. E por falar em bichos, lembrei o barulho que fazem as pombas: arrulho.”

Meu amigo Oluap Teugirb garante: em 2002, as pombas vão arrulhar como profecias perdidas no ar. É batata ou não é?

Fale com o colunista: [email protected]

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