Prêmio Lula da Paz
Stálin, Mao, Hitler, Pol Pot, Fidel e Chávez comparecem ao anúncio do Nobel para um bom companheiro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Stálin, Mao, Hitler, Pol Pot, Fidel e Chávez comparecem ao anúncio do Nobel para um bom companheiro
Paulo Briguet 

O químico sueco Alfred Nobel (1833-1896) foi o inventor da dinamite. Inicialmente concebido para auxiliar em construções e minas, o explosivo passou a ser usado também em guerras e atentados contra a vida humana. Desgostoso com essa utilização bélica de seu invento, Nobel deixou em testamento o propósito de criar uma fundação para premiar pessoas cujas realizações tenham trazido benefícios para a humanidade nas áreas de Literatura, Economia, Medicina, Química, Física e Paz.
Hoje, inesperadamente Alfred resolveu comparecer ao anúncio do Nobel da Paz. Ao seu lado, ansiosos em suas poltronas, há alguns estranhos convidados para a cerimônia. No instante em que Alfred toma seu assento, o apresentador do prêmio sobe ao palco, ajeita o microfone e diz:
— E o Prêmio Nobel da Paz vai para... LULA!
Irrompem aplausos. O bigodudo Stálin, com olhar metálico e frio, dá uma baforada em seu cachimbo e diz em voz baixa para Alfred:
— Ah, você não sabe como eu sonhei em ganhar esse prêmio! Matei mais de 20 milhões, condenei um país inteiro à morte pela fome, promovi a maior onda de estupros da história das guerras, exterminei todos os meus companheiros de revolução e até familiares, torturei, persegui, difamei, menti, morri sozinho diante de médicos trêmulos de medo. Cheguei até a criar um Prêmio da Paz com o meu nome.
Bem ao lado de Stálin, o senhor chinês de uniforme militar coça a careca e complementa:
— Eu também me esforcei muito, Alfred. Tanto que me tornei o maior assassino de todos os tempos, com 70 milhões de mortos nas costas, pela fome ou pelo fuzil — conta Mao, em tom de orgulho. — Hoje sou homenageado até pela Fiesp.
Hitler o interrompe:
— Não se gabe tanto assim, Presidente Mao. Eu matei menos, mas matei com eficiência. Até hoje sou lembrado por minhas câmaras de gás.
Até então silencioso, Pol Pot, o cambojano vestido de uniforme cinzento, toma a palavra com um sorriso:
— Eu só não matei e roubei tanto quanto vocês porque não tive tempo. Fiquei um ano no poder e eliminei 900 mil inimigos do povo!
Fidel Castro, ao lado de Hugo Chávez, sentencia em tom de discurso:
— Mas hoje não é dia de ficarmos contando vantagens. Hoje é dia de saudar nosso compañero que tantos nos ajudou, não é mesmo, Huguito?
— Si, si, Fidel. Como no.
Enquanto eles discutem, o apresentador lê o currículo do novo laureado pela Academia.
— Este homem e seu partido roubaram e desviaram bilhões, transformaram toda a máquina do Estado em um sorvedouro de corrupção, tornaram a educação brasileira uma das piores do mundo, aparelharam as escolas e universidades, infiltraram-se na Igreja, elevaram o índice de homicídios para 60 mil ao ano, deixaram 14 milhões de desempregados, criaram uma legião de analfabetos funcionais, apoiaram e financiaram ditaduras comunistas com o dinheiro do povo...
Stálin, Mao, Hitler, Fidel e Chávez ficam boquiabertos. No fundo, sentem uma grande inveja do vencedor. Na primeira fila do auditório, só há uma pessoa parece descontente: é Alfred Nobel.
— Meu Deus, o que vocês fizeram com o meu nome? Isso é pior que premiar a dinamite!


