Imagem ilustrativa da imagem Prêmio Lula da Paz
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O químico sueco Alfred Nobel (1833-1896) foi o inventor da dinamite. Inicialmente concebido para auxiliar em construções e minas, o explosivo passou a ser usado também em guerras e atentados contra a vida humana. Desgostoso com essa utilização bélica de seu invento, Nobel deixou em testamento o propósito de criar uma fundação para premiar pessoas cujas realizações tenham trazido benefícios para a humanidade nas áreas de Literatura, Economia, Medicina, Química, Física e Paz.

Hoje, inesperadamente Alfred resolveu comparecer ao anúncio do Nobel da Paz. Ao seu lado, ansiosos em suas poltronas, há alguns estranhos convidados para a cerimônia. No instante em que Alfred toma seu assento, o apresentador do prêmio sobe ao palco, ajeita o microfone e diz:

— E o Prêmio Nobel da Paz vai para... LULA!

Irrompem aplausos. O bigodudo Stálin, com olhar metálico e frio, dá uma baforada em seu cachimbo e diz em voz baixa para Alfred:

— Ah, você não sabe como eu sonhei em ganhar esse prêmio! Matei mais de 20 milhões, condenei um país inteiro à morte pela fome, promovi a maior onda de estupros da história das guerras, exterminei todos os meus companheiros de revolução e até familiares, torturei, persegui, difamei, menti, morri sozinho diante de médicos trêmulos de medo. Cheguei até a criar um Prêmio da Paz com o meu nome.

Bem ao lado de Stálin, o senhor chinês de uniforme militar coça a careca e complementa:

— Eu também me esforcei muito, Alfred. Tanto que me tornei o maior assassino de todos os tempos, com 70 milhões de mortos nas costas, pela fome ou pelo fuzil — conta Mao, em tom de orgulho. — Hoje sou homenageado até pela Fiesp.

Hitler o interrompe:

— Não se gabe tanto assim, Presidente Mao. Eu matei menos, mas matei com eficiência. Até hoje sou lembrado por minhas câmaras de gás.

Até então silencioso, Pol Pot, o cambojano vestido de uniforme cinzento, toma a palavra com um sorriso:

— Eu só não matei e roubei tanto quanto vocês porque não tive tempo. Fiquei um ano no poder e eliminei 900 mil inimigos do povo!

Fidel Castro, ao lado de Hugo Chávez, sentencia em tom de discurso:

— Mas hoje não é dia de ficarmos contando vantagens. Hoje é dia de saudar nosso compañero que tantos nos ajudou, não é mesmo, Huguito?

— Si, si, Fidel. Como no.

Enquanto eles discutem, o apresentador lê o currículo do novo laureado pela Academia.

— Este homem e seu partido roubaram e desviaram bilhões, transformaram toda a máquina do Estado em um sorvedouro de corrupção, tornaram a educação brasileira uma das piores do mundo, aparelharam as escolas e universidades, infiltraram-se na Igreja, elevaram o índice de homicídios para 60 mil ao ano, deixaram 14 milhões de desempregados, criaram uma legião de analfabetos funcionais, apoiaram e financiaram ditaduras comunistas com o dinheiro do povo...

Stálin, Mao, Hitler, Fidel e Chávez ficam boquiabertos. No fundo, sentem uma grande inveja do vencedor. Na primeira fila do auditório, só há uma pessoa parece descontente: é Alfred Nobel.

— Meu Deus, o que vocês fizeram com o meu nome? Isso é pior que premiar a dinamite!

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