Ou Jesus, ou o PT
O centro da vida católica não é a política, nem a economia, nem o meio ambiente: é Jesus Cristo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de outubro de 2019
O centro da vida católica não é a política, nem a economia, nem o meio ambiente: é Jesus Cristo
Paulo Briguet
“O espírito ideológico é o contrário do espírito evangélico. Por isso, os sacerdotes que escolhem seguir ou propagar ideias políticas fazem necessariamente um caminho falso.”(Cardeal Robert Sarah)
Ontem foi Dia de Santa Teresinha. Em 1º de outubro, é costume entre os devotos da santa francesa presentear alguém com uma rosa. Por volta das oito da manhã, estava eu passeando com o Cisco perto da Rua Assunção, quando vi um carro parar na esquina. Dele saiu a minha querida amiga Márcia Bittencourt... e me deu uma rosa. Essa rosa, na verdade, destinava-se a todos aqueles que lutam em defesa da fé católica. A rosa de Teresinha simboliza essa luta espiritual, que começa a ser travada no coração de cada indivíduo.
Todos em Londrina viram o outdoor: “Tirem o PT do altar”. Nos próximos dias, a mesma frase vai circular por toda a cidade, na forma de adesivos para carros. A campanha foi idealizada pelo movimento Brasil Católico, que nasceu com um objetivo de combater o aparelhamento político-partidário dentro da Igreja Católica. Afinal, queremos a Igreja de Jesus Cristo, aquela que há 2 mil anos existe para a salvação das almas, não para o avanço de projetos políticos. O cristão deve fazer escolhas: ou a Cruz, ou a foice-e-martelo; ou o Evangelho, ou Marx; ou a caridade, ou a Fundação Ford; ou o Magistério da Igreja, ou o eco-socialismo; ou Jesus, ou o PT. Graças a Deus, a maioria dos padres escolhe Jesus. Mas alguns ainda insistem em ficar ao lado do PT...
O centro da vida católica não é a disputa política, nem o meio ambiente, nem a justiça social, nem a distribuição de renda, nem a previdência, nem as eleições. O centro da vida católica é Nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa mãe não é a natureza — é a Virgem Maria. Como diria Chesterton, amamos a natureza e dela devemos cuidar como se cuida de uma irmã, afinal temos o mesmo Pai. Mas o ápice da existência, para nós, sempre foi e será a Cruz.
Entenda-se a sigla “PT”, na frase do outdoor, como um símbolo de todos aqueles que tentam usar a nossa Igreja para fins meramente humanos. A palavra partido, por si só, representa o que divide, o que afasta, o que separa. O PT faz isso, e como! Mas também o fazem seus partidos auxiliares, a teologia da libertação, os comunistas, os globalistas, os radicais ambientalistas, os isentões, toda essa turma que ajudou a arruinar o Brasil e não desiste de atormentar o mundo. A barca de Pedro vive dias turbulentos; só Jesus Cristo poderá acalmar a tempestade.
Enquanto você lê esta crônica, meu amigo Bernardo Pires Küster, apoiador da campanha “Tirem o PT do altar”, está voando para Roma, de onde vai me enviar notícias sobre o Sínodo da Amazônia. Quando Bernardo se converteu ao catolicismo, Santa Teresinha enviou-lhe como sinal uma rosa igual à que recebi hoje da Marcinha.
Que Deus abençoe a sua missão, Bernardo. Que Cristo seja o convidado principal do Sínodo. E que a nossa amada Igreja permaneça sempre una, santa e católica.