Os velhacos de Taubaté
Intelectuais esquerdistas nada fizeram enquanto uma organização criminosa saqueava e destruía o país
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Intelectuais esquerdistas nada fizeram enquanto uma organização criminosa saqueava e destruía o país
Paulo Briguet 

“Cada mentira que contamos gera uma dívida com a verdade. Cedo ou tarde, essa dívida será paga.”
(Valery Legassov, cientista russo)
A cada dia que passa, a cada livro que leio, a cada ilusão que abandono, descubro que o esquerdismo é muito mais do que uma ideologia — trata-se de uma doença mental. Em favor da minha tese, tenho as conclusões dos psiquiatras Andrew Lobaczewski e LyleRossiter, autores, respectivamente, de “Ponerologia — Psicopatas no Poder” e “A Mente Esquerdista”, duas obras que esmiuçam a patologia espiritual dos companheiros.
De certa forma, o esquerdismo é como o alcoolismo: um alcoólatra jamais deixa de sê-lo; o máximo que ele pode fazer é manter-se longe da bebida. O método dos Alcoólicos Anônimos — “Vou ficar sem bebersó por hoje” — aplica-se a alguém que já militou na esquerda, como é o meu caso. Todos os dias, levanto-me decidido a não me render às mentiras que um dia me escravizaram. Por isso, não acredito em ex-esquerdista moderado; seria o mesmo que pensar em um alcoólatra que beba apenas a primeira dose.
Outro dia, um ex-amigo me chamou de “Velhinha de Taubaté”. Em comparação com os xingamentos que costumo receber, é um epíteto quase carinhoso. Como se sabe, a Velhinha de Taubaté é uma personagem criada pelo cronista Luis Fernando Verissimo nos anos 80, conhecida por ser a última pessoa no país a acreditar no governo. Ocorre que em 2003, quando Lula chegou ao poder, o cronista “matou” a personagem. Logo se descobriu por quê.
Mas a coisa vai bem além da velhinha. Nos últimos anos, a fama de Taubaté ganhou, digamos assim, elementos complicadores. É de Taubaté a falsa grávida de quadrigêmeos; é de Taubaté a cientista que mostrou um diploma falso de Harvard; é de Taubaté a moça que recentemente acusou Neymar de estupro. Decididamente, a terra do grande Monteiro Lobato já teve referências melhores...
Nos longos anos da era petista, os intelectuais esquerdistas brasileiros viraram todos velhinhas de Taubaté, enquanto políticos da organização criminosa saqueavam e destruíam o país. Com o silêncio das velhinhas, os velhacos faziam o Mensalão e o Petrolão, financiavam ditaduras, conquistavam o título de lanterninha mundial da educação e tornavam o Brasil o país mais burro e assassino do mundo. Agora, velhinhas e velhacos têm a desfaçatez de dizer que esses problemas começaram no governo Bolsonaro!
Em 1992, quando Ulysses Guimarães apoiou o impeachment, foi chamado por Fernando Collor de “velho gagá”. A resposta de Ulysses foi antológica: “Sou velho, mas não velhaco”. Eu usaria a mesma frase para responder aos meus atuais críticos. Quem permanece na esquerda, permanece na mentira. E ela cobrará seu preço.


