Os bandidos venceram
D. Pedro disse: “Independência ou Morte!” Bolsonaro exaltou a Independência; os senadores preferiram a morte
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quinta-feira, 26 de setembro de 2019
D. Pedro disse: “Independência ou Morte!” Bolsonaro exaltou a Independência; os senadores preferiram a morte
Paulo Briguet 

Em 24 de setembro de 1834, morria D. Pedro I, o homem que declarou a Independência do Brasil. Exatamente 185 anos depois, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, discursou na ONU reafirmando perante as lideranças mundiais os princípios básicos da nossa Independência. Porém, na mesma data em que Bolsonaro fazia o seu discurso histórico, 44 senadores da República, pertencentes a partidos que afundaram o Brasil nas últimas décadas, uniram-se para derrubar os vetos presidenciais à famigerada Lei de Abuso de Autoridade, que doravante passarei a denominar Estatuto do Criminoso.
Por toda a parte, festejam os bandidos, os traficantes, os corruptos, os mentirosos e os isentões. Sorriem os companheiros, os quadrilheiros, os supremos, os centrões, os “articulados”. Exultam os botafogos, amantes, soluções, aviões, dragões e montanhas. Nas celas do Brasil, os rostos mais sombrios subitamente se animam e celebram, batucando nas grades que logo serão abertas. Os ratos venceram; eles, que já contavam com a brandura das leis vigentes, agora têm uma lei para chamar de sua. Uma lei que extermina todas as leis. A lei anti-lei. A lei pró-crime.
Bolsonaro iniciou seu discurso na ONU dizendo: “Apresento aos senhores um novo Brasil, que ressurge depois de estar à beira do socialismo”. Com a aprovação do Estatuto do Criminoso, o projeto socialista de tomada do poder mostra que está mais vivo do que nunca. Para a esquerda e seus cúmplices, é fundamental inverter o sentido da lei para punir inocentes e inocentar criminosos. Todo projeto de poder coletivista baseia-se no crime sem castigo e no castigo sem crime — e é exatamente isso que a lei pró-bandido faz.
Encerro com os comentários de duas pessoas que dedicam suas vidas a combater o crime. Dois promotores de Justiça — cujos nomes não publico para protegê-los da sanha dos políticos:
“Essa lei criminaliza nossa conduta de aplicadores da lei no que tange ao Direito Penal. É uma situação surreal. Nos grupos de promotores dos quais eu participo, as pessoas estão desesperadas. Há narrativas de colegas comentando que juízes já planejam soltar criminosos barra-pesada em função da nova lei, por medo de que essas prisões sejam consideradas ilegais por um tribunal superior. A situação é muito séria, é crítica. Na minha opinião, é um passo há muito planejado pelo projeto de poder comunista: legalizar a prática criminosa e criminalizar os agentes do Estado democrático.”
“O governo não foi derrotado, o Brasil foi derrotado: cada trabalhador que é assaltado, cada mulher que é estuprada e agredida, cada família que perde um filho para o tráfico acaba de ser nocauteado. Os ratos venceram. As primeiras vítimas serão os agentes públicos que atuaram na Lava Jato, em seguida, todo e qualquer agente da lei que não faça parte da tchurma da corrupção ou não integre o time da companheirada, do narcotráfico, do terrorismo, etc. A situação é gravíssima.”


