Como vocês sabem, o diabo era um dos anjos mais belos e poderosos que habitavam o Céu. Na hierarquia angelical, Lúcifer ostentava a patente de serafim, equivalente a coronel. Nem todo mundo sabe, porém, que um dos motivos principais motivos da rebelião de Lúcifer foi a decisão de Deus de fazer o seu Filho nascer do ventre de uma mulher. É por isso que o diabo odeia o Natal com todas as suas forças.

O socialismo está para o cristianismo assim como o diabo está para Deus. Quem já leu Marx, Lênin, Trotsky e Che Guevara sabe o quanto esses homens odiavam a Igreja com todas as forças. E o cerne da revolta dos socialistas é a tentativa desesperada de se igualar ao Criador. Foi exatamente isso que a serpente disse a Adão e Eva no Paraíso: “Sereis como deuses”.

Daí que o diabo tem basicamente duas táticas para estragar o Natal: a ridicularização e a imitação. A primeira já discutimos aqui; hoje quero falar sobre a segunda. A imitação do Natal é uma decorrência do eterno ressentimento esquerdista: não podendo igualar a Deus, os companheiros tentam macaquear suas virtudes. A fé é substituída pela causa; a esperança, pela histeria; e a caridade, pela “justiça social”.

Jesus não foi um revolucionário socialista. Quem defendeu a distribuição de dinheiro aos pobres foi Judas, que era ladrão e traidor. Jesus pregou a bondade, a compaixão, o amor ao próximo — tudo aquilo que a esquerda perseguiu, flagelou e destruiu. Quando estava diante de uma autoridade política, o Filho do Homem disse claramente: “Meu reino não é deste mundo”. A igualdade pregada por Jesus não é material, mas espiritual. Todos somos mendigos diante de Deus.

Desde que Marx e Engels publicaram o “Manifesto Comunista”, em 1848, a esquerda fracassou no mundo inteiro. Sempre que as experiências socialistas foram colocadas em prática, resultaram em miséria, fome, corrupção, opressão, tortura e morte. Segundo o demógrafo Rudolf Hummel, os regimes marxistas mataram aproximadamente 200 milhões de pessoas no século XX. Isso é simplesmente o maior genocídio da história — e os defensores dessa abominação hoje se escondem sob o discurso da “igualdade”, “libertação do povo” e “dívida histórica”. Como Lúcifer, o socialismo parece bonito no primeiro momento: mas o que a sua essência é o rancor, a mentira, a morte.

A Igreja, em sua doutrina social, defende a adoção da economia de mercado e o princípio da subsidiariedade. Sim, as encíclicas papais criticaram o capitalismo — mas esta palavra, devemos lembrar, foi inventada pelos inimigos da economia de mercado, e não corresponde, de forma alguma, ao ideal conservador. Enfática e claríssima é a condenação da Igreja ao comunismo e ao socialismo, “mesmo em suas formas mitigadas”.

Por tudo isso eu suplico aos acadêmicos esquerdistas e às celebridades lacradoras: deixem o Natal em paz! O Rei que nasce eternamente em Belém não quer saber de luta de classes. Ou você é cristão, ou você é socialista. Não aceitamos imitações. O “Natal” de Lúcifer não é o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fale com o colunista: [email protected]

mockup