Imagem ilustrativa da imagem Lula e o Muro da Vergonha
| Foto: Reprodução/É Realizações

“Nenhuma árvore pode crescer até o Céu a menos que suas raízes desçam até o Inferno.”

(Carl Gustav Jung, psicanalista suíço)

Neste domingo, Dia dos Pais, tive a honra de proferir uma palestra na Academia de Letras, Ciências e Artes de Londrina, entidade da qual sou membro deste 2014, graças a um convite do saudoso professor Leonardo Prota. O tema de minha palestra aos acadêmicos e convidados foi a queda do Muro de Berlim, ocorrida há 30 anos, em 9 de novembro de 1989.

Enquanto os alemães derrubavam o Muro de Berlim, um ex-líder sindical chamado Luís Inácio Lula da Silva concorria às eleições presidenciais no Brasil. Na época, com 19 anos, eu era estudante do primeiro ano de jornalismo e militante esquerdista. Com a estrelinha vermelha no peito, fazia entusiasmada campanha para Lula. “Lula lá, brilha uma estrela...”, cantávamos. Nunca poderia imaginar que 30 anos depois o ídolo se tornaria presidiário.

Pouca gente se lembra, mas alguns dias antes da queda do Muro da Vergonha, o candidato petista fez um comício em Londrina, ali onde ficava o antigo coreto da Avenida Paraná. Lula defendia com todas as letras o “socialismo democrático”, sistema que prometia implantar no Brasil, se ganhasse a eleição. Na época, eu ainda não sabia que “socialismo democrático” é uma contradição em termos, tão absurda quanto trevas luminosas ou quadrado circular.

No mesmo instante em que Lula discursava na Avenida Paraná, um estudante cearense chamado Karleno Bocarro morava na Alemanha Oriental e testemunhou o fim do regime comunista. De volta ao Brasil, Karleno utilizou suas experiências pessoais para escrever o romance “As almas que se quebram no chão”, cuja leitura recomendo fortemente.

E adivinhem quem aparece no livro de Karleno? Ele mesmo — o senhor barbudo que discursava na Avenida Paraná! Meses depois da queda do Muro e da vitória de Collor nas eleições, Lula foi à ex-Alemanha Oriental para se encontrar com militantes esquerdistas em Berlim. Sua intenção explícita era recuperar na América Latina aquilo que fora perdido pela esquerda no Leste Europeu. Com esse objetivo, Lula e Fidel Castro fundaram o Foro de S. Paulo em 1990 — e alguns anos mais tarde a esquerda dominava quase todos os governos do continente. O Foro de S. Paulo nada mais era que um novo Muro da Vergonha.

O Coreto de Londrina teve o mesmo destino do Muro de Berlim: foi demolido anos depois, durante uma gestão do PT na Prefeitura. Hoje no local há um chafariz. Mas as muralhas da vergonha, da mentira e da ideologia continuam entre nós: a esquerda brasileira segue em sua campanha para derrubar o governo eleito e voltar ao poder. Para tanto, utiliza-se dos mais ardilosos expedientes, exatamente como faziam os comunistas alemães: infiltram-se nas escolas e igrejas, sequestram as instituições, inventam falsas notícias, dividem famílias, assassinam reputações.

O Muro de Berlim caiu, mas o Muro da Vergonha ainda lança as suas sombras contra o nosso país.

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