Deixem o Padre Fiori no altar
Neste domingo, às 17 horas, católicos de Londrina fazem ato público em prol da permanência do padre Antonio Fiori na cidade
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de outubro de 2019
Neste domingo, às 17 horas, católicos de Londrina fazem ato público em prol da permanência do padre Antonio Fiori na cidade
Paulo Briguet 
“Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim!” (Mc 10, 47)
Há quem lute para salvar partidos políticos, celebridades da mídia, girafas da Amazônia e até criminosos condenados. Eu luto para salvar o Padre Fiori. Essa causa, que parece pequena, é mais importante que a política, que a economia, que a ecologia, que a ideologia, que todas as causas deste mundo. Porque o Padre Fiori representa, hoje, aquilo que existe de mais essencial: não as coisas que passam, mas a vida eterna.
É preciso salvar o Padre Fiori porque o Padre Fiori salva as pessoas. Salva as famílias que ele aconselha, salva os casais que ele reconcilia, salva os aflitos que ele consola, salva os doentes que ele conforta, salva os ignorantes que ele instrui, salva os pecadores a quem ele ouve em confissão. Alguém dirá: — Só Jesus salva! Sim, mas o que é um padre, senão a presença do Cristo na Terra?
Tudo que Padre Fiori faz, ele o faz em nome de Jesus. Não há neste homem o menor sinal de vaidade, cobiça ou gabolice. Jamais ouvi de sua boca uma frase maliciosa, um comentário amargo, uma palavra que não refletisse, de algum modo, a Palavra.
O diabo odeia homens como o Padre Fiori. A cada vez que o nosso querido palotino absolve alguém em confissão, é menos uma alma sob o poder do Inferno. Assim como o Cura D’Ars — padroeiro dos padres — fez-se santo praticamente dentro do confessionário, Padre Fiori adotou o sacramento do perdão como a marca de seu apostolado entre nós.
Agora imaginem, por um instante, que as autoridades religiosas da época quisessem tirar o Cura D’Ars de sua pequena aldeia, levando-o para o isolamento na grande Paris? Pois é exatamente isso que se quer fazer agora com o Padre Fiori, levando-o embora de Londrina sem nenhum motivo. Padre Fiori acha-se hoje na mesma situação de Joseph K., personagem do romance “O Processo”: está sendo punido por um crime que ele não sabe qual é.
Mas nós sabemos. Padre Fiori está sendo castigado unicamente por ser amigo de Bernardo Pires Küster — o jornalista católico londrinense que com seus vídeos tem denunciado o nefasto aparelhamento ideológico da Igreja em Londrina, no Brasil e no mundo. Como os que se sentem atingidos não podem punir Bernardo, um simples leigo, punem o seu confessor. É revoltante.
Mas Bernardo não está só; Padre Fiori não é o seu único amigo. Inúmeros padres, leigos, bispos e cardeais apoiam e admiram seu trabalho em defesa da Igreja. Se o Padre Fiori for enviado para morrer sozinho em São Paulo, uma legião de Bernardos e Padres Fioris sairá do silêncio em que se encontra até agora.
Neste domingo (27 de outubro), católicos de Londrina se reúnem, a partir das 17 horas, na frente da Cúria Arquidiocesana (Rua Dom Bosco, 145) para pedir que o padre Antonio Fiori continue entre nós. Vamos suplicar às autoridades da Arquidiocese de Londrina e à Sociedade dos Palotinos:
— Tenham compaixão do Padre Fiori!


