Conversa sobre os destinos do mundo
“Jesus Cristo nunca tomou qualquer posição político-partidária. Ele ensinou a rezar, não a votar”
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de agosto de 2019
“Jesus Cristo nunca tomou qualquer posição político-partidária. Ele ensinou a rezar, não a votar”
Paulo Briguet 

Um dos privilégios que tenho na vida é poder conversar com meu amigo José Ruivo da Silva, 89 anos de fé e sabedoria. Católico fervoroso, devoto de Nossa Senhora de Fátima, médico, português, irmão dominicano, membro da Academia de Letras de Londrina, pianista e amigo leal, Dr. Ruivo parece personagem de um romance histórico. Ontem almoçamos; e vejam vocês o que ele me disse.
“Nos Evangelhos Canônicos não se encontra nenhuma passagem em que o Senhor Jesus Cristo tivesse tomado qualquer posição de natureza político-partidária. O Senhor condenou, e veementemente, o comportamento de homens públicos; mas não as diferentes posições de natureza política em que militavam. O Senhor Jesus ensinou a rezar (‘Pai-Nosso...’) mas não ensinou a votar (‘Dai a Cesar o que é de Cesar; e a Deus o que é de Deus’).”
“Defender doutrinas globalizantes que pretendem unificar sob um único poder todas as atividades do ser humano equivale a um suicídio, o qual é proibido para todos quantos seguem a Lei de Moisés: “Não matarás”.”
“Quer marxismo, quer socialismo, quer nazismo, quer fascismo, quer globalismo, todos estes — “ismos”, mais nitidamente ao longo dos últimos quinhentos anos, têm como objetivo primário a destruição da Igreja Católica, porque ela é a única organização mundial que possui uma hierarquia e uma estrutura globalmente definida, e efetivamente atuante. O objetivo dos globalistas é criar uma a única Religião de Estado – O Grande Irmão, Senhor absoluto de toda a vida humana. Basta ver os objetivos do Clube de Bilderberg.”
“O dogma enunciado por Stálin num dos Congressos do Partido Comunista em Moscou — “Verdade é o que convém ao Partido no momento dado” — tem levado muitos pseudo-intelectuais a deturpar ou negar o significado real de palavras, frases, ou ideias, que na verdade são os símbolos definidos pelos quais os homens se podem comunicar.”
“O chamado Progressismo Católico nasceu em França, em 1948, comandado por um senhor chamado Henry Mandouse, que, nos três primeiros folhetos policopiados, para fugir à censura que ainda existia em França no pós-guerra, diz textualmente: ‘Nós, os chamados Católicos Progressistas, somos aqueles cristãos que, em Religião, estamos alinhados com a Igreja Católica; e em Política aderimos às Forças Progressistas, encabeçadas pelo Partido Comunista Russo e a Rússia Soviética. No caso de guerra, entre a França e a Rússia Soviética, nós tomaremos nosso lugar junto da Rússia contra a França’. Guardo comigo as cópias desses panfletos.”
“Em recente lançamento de um livro, ouvi um alto dignitário da Igreja exaltar a Nova Filosofia, aquela que se baseia no Relativismo Moderno, no qual a antiga e perene Verdade oscila segundo os ventos da história e os sinais dos tempos, esquecendo ou ignorando completamente que, os ventos dependem de quem os assopra; e os sinais têm origem naqueles que os colocam ou assinalam.”


