Imagem ilustrativa da imagem Carta de um professor universitário
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No filme “Matrix”, há uma famosa cena em que duas pílulas são oferecidas ao protagonista: a pílula vermelha e a pílula azul. Se tomar a primeira, o personagem passará a ver a realidade, a vida como ela é. Se optar pela segunda, continuará vivendo na ilusão.

Tomei a “red pill” há 20 anos. Com isso, abandonei o mundo de ilusões ideológicas em que estava mergulhado. Perdi amigos, admiradores e oportunidades de emprego, mas ganhei o que não tem preço: o amor pela verdade.

Nesta semana, recebi a carta de Marcelo, um professor universitário. Felizmente, Marcelo não precisou tomar a “red pill”; desde jovem ele enxergava a realidade sem intermediários. Porém, de modo admirável, Marcelo parece ter plena consciência das dificuldades que um escritor enfrenta para vencer a ditadura das ilusões. Vejam só o que ele escreveu:

“Paulo,

Gostaria de lhe pedir para me incluir entre os seus sete assíduos e fiéis leitores.

Preciso lhe dizer: fico sempre muito feliz (e mesmo comovido!) com seus textos!

Elevo o pensamento em orações pela sua pessoa, quando penso na intensidade de vibrações contraditórias que você suporta diuturnamente.

Sei que já sabe: mas me sinto bem em lhe dizer. Persevere. Prossiga. Cabeça erguida. Fé.

Coragem.

Assumir publicamente que já militou na esquerda, denunciar a perversidade do sistema e fortalecer a presença de Jesus representam um conjunto de atitudes a exigir muita coragem do cidadão.

(Eu mesmo não tenho o equilíbrio suficiente para dialogar sobre política. Permaneço no anonimato, me esforço nas orações, no voto consciente e em tentar ser um homem de bem)

Você não está sozinho. No silêncio do dever bem cumprido, muitas pessoas se fortalecem no seu exemplo e nas suas palavras.

Quanto aos seus agressores, tenha compaixão da ignorância. Em geral, somos todos mais frágeis que perversos...

Como diria Mario Quintana: ‘Todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão...eu passarinho!’

Em um texto seu, fiquei comovido com um certo Marcelo. Ele ‘desertou’ antes de você e tentou alertá-lo.

Mas você ainda não havia despertado e o ignorou. No texto, você mencionou sua tristeza por não ter acolhido esse Marcelo em tempo hábil.

Imagino seu pesar. Mas fique em paz. Deus certamente está sustentando esse Marcelo, como nos sustenta a todos.

Você nunca mais viu esse Marcelo. Também nunca me viu.

Um Marcelo pelo outro, aproveitando a coincidência do nome, receba deste Marcelo um fraterno abraço e um ‘muito obrigado’.

Possa seu coração ficar em paz. Para que sua missão siga sempre iluminada pelo Pai.

Felicidades,

Marcelo.”

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