Carta de um ex-fazendeiro católico (1)
O testemunho de um londrinense cuja família quase foi destruída em consequência da ideologia esquerdista
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
O testemunho de um londrinense cuja família quase foi destruída em consequência da ideologia esquerdista
Paulo Briguet 

A carta que começo a publicar hoje, enviada por um leitor londrinense, mostra como a ideologia esquerdista pode prejudicar e destruir a vida das pessoas, das famílias e das comunidades. Grave advertência sobre os males do socialismo, o testemunho será publicado em duas partes.
“Prezado Paulo,
Sou veterinário e administrador. Muito dedicado ao meu trabalho e à minha família. Nasci numa família de origem italiana que sempre trabalhou na terra. Meu avô chegou em Londrina na época da colonização, em busca do ouro verde chamado café. Aqui nós construímos a nossa vida e, geração após geração, vimos o que era apenas uma clareira no meio da floresta tornar-se a grande e bela cidade que nós tanto amamos. Houve sacrifícios e percalços, geadas e queimadas, mas conseguimos vencer.
A ética do trabalho e a união da família nortearam os meus passos desde a infância. No entanto, o pilar fundamental, aquele que dá sustentação a todo o edifício, tem sido a minha fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. A alegria de pertencer ao Corpo Místico de Cristo, isto é, à nossa amada Igreja Católica, protegeu-me de todas as tempestades da existência. Cristo, sempre acompanhado de sua Mãezinha Imaculada, é o centro de nossa vida. Desde que me entendo por gente, foi assim lá em casa.
Na década de 70, minha família, sem desfazer os vínculos com Londrina, adquiriu uma fazenda no interior do estado de São Paulo. Lá criávamos gado de corte. Meu avô, sempre muito dedicado ao trabalho no campo, dedicava-se à produção e à produtividade, sem descuidar de todos os que sempre estiveram ao seu redor. Mesmo enfrentando os dissabores de uma doença terrível, nunca desistiu de seus objetivos. Meu pai, como não poderia ser diferente, sempre muito justo e honesto, aprendeu com meu avô e transmitiu todos os seus conhecimentos para mim, que me tornei um apaixonado homem do campo. Neste momento, tornei-me veterinário. Cuidávamos para que a fazenda mantivesse altos índices de produtividade. Além disso, procurávamos ser corretos e generosos com as famílias que trabalhavam conosco. Tais famílias que mantém laços conosco até hoje, mantém saudosas memórias dos bons tempos que estivemos juntos.
Como católicos que sempre fomos, éramos colaboradores assíduos das paróquias das comunidades circunvizinhas, inclusive participando ativamente sempre com doações sempre que solicitado.
Tudo ia muito bem, até que...
Em 1989, a nossa fazenda foi invadida por militantes sem-terra, liderados pelo famoso José Rainha. Foi o início de um grande pesadelo para nós. Sempre usando mulheres e crianças como escudos humanos, eles invadiam a fazenda na sexta-feira, aproveitando-se da leniência judiciária dos finais de semana, e a desocupavam dias depois, quando vinha o mandado de reintegração de posse. Permaneciam, porém, acampados às margens da propriedade, criando um clima de terror psicológico contra nossa família e nossos empregados. Olhares agressivos e ameaças à nossa integridade física passaram a ser o nosso cotidiano. Grande parte de nosso rebanho foi abatido pelos sem-terra a cada invasão, sistematicamente, e esporadicamente entre as invasões. Foram 17 invasões ao total, em um entra-e-sai insano durante sete anos.” (Continua amanhã)


