Imagem ilustrativa da imagem <p><br></p><p><span style="color: rgb(0, 0, 0);">A religião esquerdista</span></p>
| Foto: Shutterstock

1. Quando você vira conservador, seus velhos amigos esquerdistas se dividem em dois grupos: os que acham que você enlouqueceu e os que acham que você se vendeu. Os primeiros continuam tratando você com alguma cordialidade e até carinho; os segundos só manifestam frieza e ódio. Os primeiros o consideram um maluco; os segundos o consideram um canalha.

2. Se um conservador deseja saber quem continua sendo seu amigo, mesmo depois da mudança ideológica, basta comparecer a um velório de algum amigo comum. Os amigos o recebem com abraços e sorrisos tristes; os ex-amigos o recebem com frieza e apertos de mão protocolares, um tanto forçados. Os amigos têm cara de quem pensa: “Foi bom que você veio!” Os ex-amigos têm cara de quem pensa: “Que é que esse sujeito está fazendo aqui?”

3. Deixar a esquerda significa abandonar uma série de hábitos, rituais, costumes e símbolos que correspondem a uma identidade grupal obrigatória. Você deixa de usar certas palavras, deixa de frequentar certos lugares, deixa de ler certas publicações e, principalmente, deixa de acreditar em certas mentiras que constituem os dogmas de um credo materialista. Eric Voegelin (um conservador) e Antonio Gramsci (um marxista) concordariam que a esquerda é, basicamente, uma religião civil. Uma religião sem Deus.

4. Na religião esquerdista, Deus é substituído pela História. Mas, na verdade, a História é apenas uma identidade pública para o Poder. A obrigação de todo esquerdista é amar o Poder sobre todas as coisas. O único pecado, para a Igreja de Marx-Hegel-Lênin, é perder o Poder.

5. Um dos maiores dogmas da religião esquerdista, sem o qual todo o edifício desaba, é a ausência de perdão. Nada pode ser perdoado por um esquerdista: nenhum erro, nenhum vacilo, nenhum ato falho, nenhuma fraqueza. Quando um esquerdista comete um crime, imediatamente lhe é feita a seguinte pergunta: “Esse crime foi útil para a conquista do Poder?”. Se a resposta é sim, o crime se torna uma coisa boa. Se a resposta é não, o crime se torna uma condenação eterna e jamais poderá deixar de sê-lo. Há um livrinho demoníaco que explica esse procedimento: “A Moral Deles e a Nossa”, de Leon Trotsky.

6. Na religião esquerdista, aliás, o crime é a medida de todas as coisas, pois representa a rebelião contra Deus, a consequência da tentação lançada pela serpente: “Sereis como deuses”. Não foi por acaso que Caim, após matar Abel, tornou-se o fundador da primeira cidade, a primeira pólis, ou seja, o lugar da política, o templo do Poder.

7. Por isso, o ódio universal da esquerda contra o Cristianismo, cujo nome nem sequer pode ser pronunciado. Cristo é a vitória definitiva contra o Poder deste mundo.

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