A reforma da esperança
Não façam greve. Abram as portas da Igreja. Permitam que a reforma da previdência salve o futuro de nossos filhos e netos!
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Não façam greve. Abram as portas da Igreja. Permitam que a reforma da previdência salve o futuro de nossos filhos e netos!
Paulo Briguet 

Como faço todos os dias, caminhei ontem pelo lugar que Dom Albano chamava de “a terra santa de Londrina”. Ali viveu a nossa santa, Madre Leônia. As crianças da creche fundada por Leônia brincavam na manhã de sol. Olhei para cada um daqueles rostinhos e, por um instante, vislumbrei a imagem da Madre entre eles. Quanto amor, quanta esperança, quanta fé semeia a nossa amada Igreja Católica!
Mas o demônio, vendo todos os bens semeados pela Igreja, não se conformou. Um dia, cansado de lutar para destruir a Igreja de Deus, o inimigo decidiu infiltrar-se nela. Para tanto, como sempre faz, imitou canhestramente as virtudes divinas. Chamou o amor de “justiça social”, a esperança de “dívida histórica” e a fé de “socialismo”.
A Alemanha Oriental, comunista, chamava-se oficialmente República Democrática da Alemanha. Não era República, mas uma imensa prisão; não era democrática, mas uma ditadura; não era da Alemanha, porque os russos é que mandavam. Da mesma forma, o nome Teologia da Libertação é uma mentira. Não é teologia, porque visa a um projeto de poder desumano; não é da libertação, porque submete o povo à mentira. Melhor seria dizer Ideologia da Escravidão. Só o “da” é de verdade.
Nosso país foi destruído — financeiramente e moralmente — pelo longo reinado da esquerda no poder. Caso não se faça agora uma reforma profunda do sistema previdenciário, o Estado brasileiro vai quebrar. E aí não haverá como atender as legítimas demandas do povo por emprego, educação, saúde, moradia e segurança. A parte essencial da reforma é o corte de privilégios, especialmente em setores onde existe uma imensa desigualdade. Tal é o caso dos próprios políticos e altos funcionários públicos, que recebem aposentadorias desproporcionais à realidade brasileira. Evitando a catástrofe na situação fiscal, melhoraríamos o futuro de nossos filhos e netos. Eu tenho outro nome para isso: cristianismo.
A turma da Teologia da Libertação, há muito infiltrada na cúpula da Igreja Católica brasileira, quer impedir essa reforma a qualquer custo. O importante, para a extrema-esquerda, não é o futuro do país, é o futuro de Lula. Impedindo a reforma da previdência, eles estão matando as esperanças do nosso povo. Eles estão comprometendo o futuro das crianças da terra de Madre Leônia, de Dom Albano, de José de Anchieta, de José Bonifácio, da Imperatriz Leopoldina, da Princesa Isabel. Eles caminham na contramão dos heróis e santos que semearam a justiça, a liberdade e o amor na Terra de Santa Cruz.
Por todos esses motivos, eu peço às autoridades eclesiais de nossa cidade: — Não façam greve. Abram as portas de nossa Igreja. Permitam que nossos filhos e netos vivam em um país mais justo e próspero.
Hoje, às 9 horas, eu estarei nas portas da Catedral de Londrina, no mesmo local onde os pioneiros ergueram em 1934 a nossa primeira matriz. Estarei lá para defender, mais do que uma nova previdência, uma nova esperança para o Brasil.


