A Boa Nova dos juristas católicos
Promotor londrinense fala sobre os principais temas discutidos no I Congresso Nacional de Juristas Católicos, realizado em São Paulo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de setembro de 2019
Promotor londrinense fala sobre os principais temas discutidos no I Congresso Nacional de Juristas Católicos, realizado em São Paulo
Paulo Briguet 

O promotor de justiça Vitor Hugo Nicastro Honesko, de Londrina, participou do I Congresso Nacional de Juristas Católicos, realizado no último dia 30, na sede da Academia Paulista de Letras, em São Paulo. Membro da Associação de Juristas Católicos de Londrina e amigo deste cronista sete leitores, comentou os principais temas discutidos no evento para a Avenida Paraná:
DIREITO E FÉ
Participar do I Congresso Nacional dos Juristas Católicos foi, para mim, uma graça enorme, especialmente por ter a oportunidade de compartilhar com juristas advindos de todos os rincões do Brasil um momento de reflexões sobre como o Direito pode ser utilizado como arma contra o Cristianismo e contra a dignidade da pessoa humana. As brilhantes exposições dos palestrantes enfatizaram, em síntese, que a luta dos cristãos para proclamar a Boa Nova encontra sérios problemas nas estruturas judiciais do Estado Moderno, a começar pela tendência de se interpretar a laicidade estatal como ateísmo de Estado.
SÍMBOLOS CRISTÃOS
Em sua palestra, o desembargador Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça de São Paulo, enfatizou que a adoção de um ateísmo oficial invariavelmente gerará injustiças com consequências negativas para toda a sociedade. A desembargadora Maria Cristina Zucchi, por sua vez, destacou casos ocorridos no Brasil e nos Estados Unidos, e mostrou que existem inúmeras ações judiciais que buscam suprimir manifestações e símbolos cristãos dos ambientes públicos.
REFORMA TRABALHISTA
O tema da reforma trabalhista foi abordado sob as lentes da Doutrina Social da Igreja. Em sua palestra, o ministro do TST Ives Gandra da Silva Martins Filho, que defendeu que as reformas legislativas recentemente implementadas estão de acordo com os princípios da encíclica “Rerum Novarum”, do Papa Leão XIII e de outros documentos doutrinários da Igreja.
FAMÍLIA E IDEOLOGIA
O tema da defesa da vida desde a sua concepção foi abordado de forma aguerrida pela deputada federal Chris Tonietto (PSL-RJ), que criticou veementemente o ativismo judicial do STF, especialmente no caso em que liberou o aborto até o terceiro mês de gravidez. Não podiam faltar painéis que defendessem a família como direito fundamental de todo ser humano, ocasião em que foram explanados temas como o da ideologia de gênero, condenada pela Igreja. A ministra Damares Alves expôs todas as dificuldades encontradas no Ministério da Mulher, da Família e de Direitos Humanos, por muitos anos comandado pelo PT, sigla que sabidamente defende bandeiras contrárias a uma visão cristã da família.
DEFESA DA VIDA
A conferência de encerramento foi proferida pelo professor Ives Gandra da Silva Martins, momento em que lançou a obra “A Família na Constituição Brasileira”. Aqui também foi aprovada uma missiva por todos os participantes do Congresso, em que se enfatizou a defesa da vida desde a sua concepção e se condenou toda a forma de ativismo judicial que não garanta a proteção da vida, além de também condenar recente projeto de lei que visa acabar com o conceito tradicional de família.


