Imagem ilustrativa da imagem A apóstola da misericórdia
| Foto: Shutterstock

Durante a Segunda Guerra Mundial, um jovem operário chamado Karol trabalhava como operário na fábrica Solvay, perto do mosteiro de Lagiewnisk, na Polônia. Muitas vezes, no caminho para o trabalho, ele parava para meditar e orar diante da tumba da irmã Faustina, falecida poucos anos antes, em odor de santidade. O jovem operário nunca poderia imaginar que, muito tempo depois, seria ele o responsável pela canonização de Faustina, exercendo o magistério da Igreja como papa João Paulo II.


A vida de Santa Faustina Kowalska (1905-1938), que durou 33 anos, foi inteiramente marcada pela presença real de Jesus Cristo. Em seus diários, ela descreveu seus encontros com o Filho de Deus e tornou-se conhecida como apóstola da Divina Misericórdia.

Imagem ilustrativa da imagem A apóstola da misericórdia
| Foto: Divulgação


O evangelista São João, único apóstolo que testemunhou pessoalmente a crucificação, conta-nos que um dos guardas romanos do Calvário feriu o lado de Jesus com uma lança, e do ferimento jorraram sangue e água. João coloca uma ênfase especial nesse acontecimento, ao dizer: “Aquele que viu, dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro. E Ele (Jesus) sabe que João diz a verdade, para que vós creiais”.

O sangue e a água que jorram do lado de Cristo representam, juntos, o Batismo e a Eucaristia, sacramentos da Igreja. Conta a tradição que o soldado romano que feriu Jesus com a lança foi curado de uma doença nos olhos e converteu-se imediatamente, tornando-se São Longuinho, o achador das coisas perdidas.

Santa Faustina, também banhada pelo sangue e água de Cristo, especializou em resgatar as virtudes que fomos perdendo ao longo do caminho: a capacidade de perdoar, o sentimento de compaixão, o amor pela verdade e a confiança na misericórdia de Deus.

Em seus escritos místicos, Santa Faustina ressalta a importância do momento do dia em que Jesus morreu no Calvário (as 15 horas, ou “hora nona”). Jesus disse à santa polonesa: “Às três horas da tarde implora a minha misericórdia especialmente pelos pecadores, e ao menos por um breve tempo reflete sobre a minha Paixão e Morte, especialmente sobre o abandono em que me encontrei no momento da agonia. É a hora de grande Misericórdia para o mundo. Permitirei que penetres na minha tristeza mortal. Nessa hora Nada negarei à alma que me pedir pela minha Paixão”.

É com imensa alegria que os fiéis católicos recebem uma relíquia de Santa Faustina Kowalska em nossa cidade. Enviada pelas autoridades católicas polonesas, a relíquia será exposta na Paróquia São Vicente de Paulo, no dia 28 de abril (2º Domingo de Páscoa e Festa da Divina Misericórdia), durante a missa das 8 da manhã e em outras cinco comunidades ao longo do dia, quando também serão abençoadas imagens de Jesus Misericordioso. Durante o mês de maio, a relíquia será levada às demais comunidades da Arquidiocese de Londrina.

É hora de dizer, como tantas vezes fizeram São João Paulo II e milhões de devotos: “Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro!”




mockup