Imagem ilustrativa da imagem 1964: em defesa da liberdade
| Foto: Divulgação/Brasil Paralelo

Nesta quarta-feira (3 de abril), será exibido na UEL o documentário “1964 – Entre Armas e Livros”, produzido pelo Movimento Brasil Paralelo. O filme, que estreou simultaneamente em diversas cidades brasileiras, faz uma releitura histórica do movimento civil-militar de 31 de março de 1964. Reunindo documentos de época e comentários de diversos intelectuais brasileiros, “1964” está muito longe de ser uma apologia do período militar ou de ocultar os erros do regime. A exemplo de outras produções do Brasil Paralelo, “1964” tem por objetivo mostrar uma visão da história do Brasil conforme a perspectiva liberal-conservadora, que por muitos anos foi silenciada nos meios acadêmicos.


Mesmo assim, a exibição do documentário na UEL tem sido alvo de tentativas de intimidação e censura por parte de militantes de extrema-esquerda. A seguir, reproduzo o texto de denúncia encaminhado por integrantes do Movimento UEL Livre ao reitor da Universidade, professor Sérgio Carvalho, com a finalidade de garantir a exibição do filme e os direitos constitucionais da liberdade de expressão e do acesso aos bens culturais:


“Nós, do Movimento UEL LIVRE, vimos à Vossa Magnificência relatar sobre as ameaças que estamos sofrendo, devido à exibição do filme ‘1964 – Entre Armas e Livros’, do Brasil Paralelo.


Organizamos o evento, reservamos uma sala no Centro de Ciências Humanas e começamos a divulgar nas nossas redes sociais, para que as pessoas fizessem inscrição em umas das sessões disponíveis, marcadas para o dia 03/04/2019; às 9h30, 14h30 ou 19h30. Decidimos fazer mais de uma sessão devido a pedido dos próprios estudantes, pois, se exibíssemos em apenas um horário, algumas pessoas não conseguiriam assistir.


Abrimos também o evento para comunidade externa, sendo que nossos familiares, amigos e quem mais demonstrasse interesse, pudessem assistir ao filme, apenas fazendo inscrição.


Dessa forma, após iniciadas as inscrições, ficamos a par de um evento criado no Facebook, que se intitula ‘Expulsar fascistas da UEL e sua intimidação de golpe militar’. Neste evento, convocam os estudantes para que façam uma manifestação, no horário do filme (tarde e noite), a fim de tumultuar a exibição.


Na descrição do evento, se dirigem a nós como ‘direita fascistóide, playboys, pragas, fascistinhas’, dizem que pertencemos ‘à lata de lixo da história’ e somos propagadores do ódio. O que não faz sentido nenhum. O nosso objetivo é cultural e educativo: exibir um filme que mostra determinada perspectiva da história; o que em nada atinge ou fere qualquer pessoa. Ao contrário, acreditamos que ouvir uma opinião divergente dá a oportunidade para enriquecer os debates na universidade.


Dessa forma, pedimos que sejam tomadas medidas cabíveis, para que ameaças como essas não sejam levadas adiante ou coloquem a comunidade em perigo.


No mais, encaminhamos também a denúncia ao Projeto de Extensão UEL — A Casa da Tolerância, que tem o objetivo de estudar e investigar casos de intolerância ideológica no campus.”

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