Sercomtel: não joguem fora o que poderá valer R$ 5 bilhões
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de julho de 2019
Oswaldo Militão 
É o que temos ouvido em alguns locais da cidade, conversando com amigos, leitores, profissionais liberais, gente que gosta da cidade e da Sercomtel, autarquia criada pelo ex-prefeito José Hosken de Novaes. A maioria afirma isso mesmo do título desta matéria: não joguem fora uma empresa, vendendo por R$ 80 milhões, como quer a Câmara Municipal, quando ela poderá valer em futuro não muito distante, 5 bilhões de reais! É o que tenho ouvido, e mais ainda: que há dois advogados interessados na compra e uma empresa de Minas Gerais também. Porque já checaram, pesquisaram, e perceberam que a Sercomtel (que não deveria ter a metade vendida a preço de banana como foi para a Copel) tem uma licença de funcionamento para o Brasil inteiro e isso tem preço alto, valioso.
Fala Hosken de Novaes
Quando o prefeito José Hosken de Novaes construiu e inaugurou a autarquia Sercomtel, em 1964, com a presença do ministro das Comunicações, prof. Carlos Furtado de Simas, e do governador Paulo Pimentel, ele afirmou:- “esse serviço telefônico foi realizado com dinheiro do povo, por intermédio do seu poder municipal. E que financiará em benefício do povo e sem jamais se opor aos interesses do povo, que é o seu credor. Essa obra, de milhões de cruzeiros novos, é resultado da fé que o Prefeito depositou no povo e da confiança do povo no Prefeito. Essa maravilhosa interação democrática é que a explica. O povo que deu o dinheiro, acompanhou-a em todos os passos, por meio de uma delegação especial, a comissão especial para a execução dos serviços telefônicos, composta de 12 membros, representantes de várias entidades”.
Mas parece que desejam jogar fora - salvo melhor intenção – o que foi conquistado por um prefeito dedicado, honrado, aplaudido por todos e custeado pelo povo.
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Londrina precisa de mais estadistas e de menos populistas! Ou esta cidade e seu povo vão sofrer muito!
Se recordar é viver, então vamos recordar!
As fotos que estamos publicando foram escolhidas aleatoriamente, de vários tempos na cidade, uma vez que saudade não tem idade. Sem qualquer influência interna ou extra-jornal, apenas porque as encontramos no que colegas apelidaram de “Data-Milit” ou de “Retro-Social”, isto é, no pouco arquivo que nos resta, uma vez que fotos agora, só no digital. Para a Coluna, nada como a fotografia, como essas

José Eduardo Cabral, pecuarista aqui e na Bolívia, com o advogado e empresário rural Reginaldo Roveri e o saudoso Beto Monteiro, ex-presidente do Country Club e idealizador do Autódromo de Londrina. Era um entusiasta do automobilismo e da cidade

Sinézio Scudeler, lojista, presidente do sindicato de sua categoria, diretor geral da Associação dos Diretores de Vendas, piloto de avião, membro da ESG, e que lutava pela reabilitação do centro da cidade

Em um dos shows oferecidos no Country Clube, pela Teixeira Holzmann, as presenças de Djalma Teixeira, seu diretor, de dona Nair Teixeira e de Ivana Holzmann, filha do casal. Eventos inesquecíveis foram promovidos pela empresa

No lançamento do livro de 80 anos do Hotel Copacabana Palace, o jornalista e autor da publicação, Ricardo Boechat, com o famoso cartunista Ziraldo. Tomei café da manhã, na pérgula do hotel com Boechat e conversamos bastante. Ele ainda estava no jornal O Globo e também na TV carioca

Foi um animadíssimo encontro de médicos londrinenses: a partir da esquerda, Aparecido Pavan, o saudoso Alceu Serpa Ferraz, Plácido Arrabal (que foi médico do presidente Jango Goulart), Wellington Werner, o saudoso Elias Antônio Campanelli, Maria José Werner e Joaquim Cirilo, otorrino, que teve o primeiro Mustang vermelho da cidade e muita história

A executiva Maria Bortoni, que vive e trabalha há anos em San Diego, na foto com João Garcia, presidente do Rotary Club Londrina Sul, do qual ela fazia parte, na ocasião da foto. Ele organiza viagens para a Disney e outros locais lá

Os empresários e agricultores Mário Müller e Elias Daher, dois amigos nosso que deixaram saudades aqui na cidade. Mário Müller teve fazenda invadida no governo Lula, e parece que até hoje, depois de anos, o Incra não pagou o que devia à família dele

Deputado federal várias vezes, Antonio Ueno, faz falta em Londrina. Levou diversas delegações de londrinenses e paranaenses para visitar o Japão e entabular negócios com os nipônicos. Está na foto com seu grande amigo Kakunen Kiosen, advogado estimado em Londrina

Carlos Antonio Franchello, o mais famoso presidente que o Londrina já teve, com seu amigo Francisco Mestre. Franchello foi empresário na cidade e também vice-prefeito do segundo mandato de Antonio Belinati. Franchello deixou saudades. Era um figuraço. Chamava o Londrina de “caçula gigante”

O famoso Souza, do bar que tinha seu próprio nome, aqui em Londrina, depois em Balneário Camboriú e depois em Guaratuba, onde também deixou saudades. Era palmeirense e preparava lanches saborosos. Onde morou e trabalhou fez sucesso

João Batista Barros, fundador da churrascaria Rancho Grill, recepcionou, como sempre fez, artistas que vieram se apresentar em Londrina. Está na foto com os atores Taumaturgo Ferreira, a jovem Isabela Garcia e o ator e cantor Léo Jaime


