Pesquisadora londrinense da Fiocruz fala sobre Covid-19
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 2020
Oswaldo Militão 
A pesquisadora londrinense Marilda Agudo Mendonça Siqueira, virologista e chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, vem sendo requisitada a todo momento para falar à imprensa sobre a Covid-19 em rede nacional. Dias atrás foi entrevistada no Jornal Nacional. Graduada pela UEL , o laboratório que ela chefia integra o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza da Organização Mundial da Saúde. O setor é referência nacional junto ao Ministério da Saúde e a OMS. A pesquisadora foi encarregada pelo governo brasileiro de testar os casos suspeitos de Covid-19 e capacitar outras instituições do país para realizar o exame.

Concha Acústica faz 63 anos amanhã
Com uma live do saxofonista Derico amanhã, dia 1º de maio, a cidade comemorará os 63 anos da Concha Acústica, construída pelo prefeito Antonio Fernandes Sobrinho, que é o mesmo que criou o Lago Igapó, o belo cartão de visitas da cidade. A Concha teve os cálculos feitos pelo saudoso engenheiro José Augusto de Queiroz, que era um craque em cálculos. Será partir das 19 horas. Eu e o jornalista Walmor Macarini estávamos lá, ouvindo os discursos e cumprimentando muito amigos. Entre eles, os fazendeiros Álvaro Godoy e seu irmão Olavo Godoy. Deles ouvimos contar sobre suas aventuras na cidade e região. E contaram, caçadores que eram, que aqui onde está a Concha Acústica , na Praça 1º de Maio, eles pegaram e comeram vários veados no início dos aos 1930.
Emitir dinheiro para não quebrar
Essa é a opinião do professor Almir Rockembach, a respeito da situação atual do país: “Pandemia: é quando uma doença infecciosa se alastra e atinge simultaneamente um contingente enorme de pessoas. A pandemia econômica ocorre quando milhares de trabalhadores, assalariados ou informais, perdem seus empregos, ficam sem as mínimas condições de renda e são jogados na vala dos desassistidos. Essas pandemias somente serão resolvidas pelas mãos do Estado. A crise da Covid-19 pegou o governo brasileiro com as ‘calças na mão’. A situação é mais do que dramática. O setor público brasileiro caminha no fio da navalha. Convive financeiramente em estado falimentar. Tanto pelo que deve como pelo que não pode pagar. Não importa saber quanto por cento do PIB será a dívida pública brasiliera ao final da pandemia. Uma coisa é certa, o estado brasileiro perdeu a condição de horar suas dívidas. Condições adequadas para contratação de dívida nova não existe mais. A irrigação do aparelho produtivo tão ressequido, em razão da pandemia do coronavírus, e por cosequência, da crise socioeconômica agravada pelo isolamento social permite prever forte depressão econômica instalando-se no horizonte do Brasil. A vacina para o coronavírus não foi ainda descoberta. O remédio para depressão econômica decorrente do isolamento social apresenta duas formulações diferentes. A primeira pela emissão de novos bônus da dívida pública a ser descontados em bancos privados, qual taxa de juros não se sabe, na sequência convertidos em moeda nacional, depois colocado no mercado na forma de nova injeção de recursos visando salvar empresas e trabalhadores. A segunda pela emissão direta de moeda, sem qualquer tipo de novos empréstimos, para também promover uma pesada injeção de dinheiro, com o mesmo propósito salvar as despesas e os trabalhadores. Poderá haver uma terceira (utilização das reservas) ,mas é melhor não mexer com isso agora. Observe que as duas situações são iguais. Elas promovem injeção de recursos no mercado com o mesmo objetivo. Cabe aqui um questionamento: por que os dinheiros originários da emissão direta de moeda são inflacionários e aquele proveniente dos bônus descontados em bônus privados não seriam? Ora, ora, ora! Façam-me o favor! Existe o Brasil um certo trauma quando se fala em emissão de dinheiro com o objetivo de autofinanciar o deficit público. Até aqui tudo bem! Mas, afirmar que a hiperinflação teve origem na construção de Brasília, em razão da emissão de moeda no governo JK, é desconhecer completamente o sistema de retroalimentação do processo inflacionário. O dinheiro emitido no governo de Juscelino foi totalmente recolhido nos 12 anos seguintes. A hiperinflação que veio depois teve como causa principal a correção monetária ao tempo de governos militares. Estamos vivendo agora um período terrível. Torna-se absolutamente necessário uma pesada injeção de recursos para fazer a roda da economia girar. A retração econômica, desde já avaliada em menos 8% ou menos 10% , permite emissão de dinheiro, com total estabilidade dos preços, dentro de um planejamento de política econômica que prevê o recolhimento posterior, a partir de mecanismos do sistema tributário com a inovação de um sistema de Poupança Pública Compulsória. Essa novidade não existe até aqui. Faz parte das minhas inovações no âmbito da política econômica. Eu, particularmente, defendo a construção de um Pacto Federativo e, por ele, transitaria no primeiro momento todo dinheiro emitido como forma de restabelecer o vigor financeiro do setor público, liquidando-se as dívidas dos estados e municípios e, posteriormente, as dívidas da União. Após a liquidação das dívidas do setor público (União, distrito federal, estados e municípios), estariam obrigados a depositar 10% de suas receitas na formação de uma Poupança Pública Compulsória. Tem-se aí um instrumento novo e dinâmico para receber o dinheiro que fora antes emitido, formatando assim, uma enorme reserva em favor do estado brasileiro. Através de novo ordenamento econômico, os credores seriam estimulados a investir no aparelho produtivo em lugar da especulação, até porque, com o pagamento das dívidas do setor público a taxa de juros tenderia a zero. O projeto para a reconstrução nacional está pronto e depende apenas de vontade política”.

Máscara solidária
O Instituto A.Yoshii, entidade do Grupo A.Yoshii voltada à responsabilidade social, realiza a campanha "Máscara Solidária". A cada cinco máscaras feitas por voluntários, o grupo doará 1kg de alimento não perecível ao instituto, que repassará a doação para famílias em situação de vulnerabilidade social dos educandos da Guarda Mirim de Londrina.”Passamos todas as informações necessárias sobre as máscaras, como funcionam e como devem ser corretamente higienizadas, e criamos um tutorial para a confecção. Desta forma mobilizamos todos os colaboradores a se protegerem e a contribuírem com uma nobre causa", diz a presidente do Instituto A.Yoshii, Simoni Bianchi. A campanha já movimentou mais de 50 colaboradores e acumula a produção de 1.500 máscaras. na foto, Roberta Coral de Oliveira, que é assistente de suprimentos do Grupo A. Yoshii.

Há dois quase meses na Costa Rica, londrinenses esperam pelo retorno
Os londrinenses Nelson Brunelli Junior, a esposa Debora e a filha Manuela ainda estão em Guanacate, vizinha de Tamarindo, no litoral da Costa Rica. Há quase dois meses naquele país da América Central, que tem como um dos vizinhos a Nicarágua, eles esperam retornar ao Basil até o início de junho. Como já informamos, alugaram uma residência, vizinha a um casal de franceses, que aproveitaram o último voo pago pelo governo Macron e regressaram a Paris - mas o plano deles era ficar visitando as Américas, durante seis meses. O coronavírus estragou tudo, mesmo assim, contaram a Nelson que estiveram na Argentina, Chile e Bolívia e foram a Costa Rica. Nelsinho Brunelli disse-nos que tem voo marcado pela Latam para o dia 15 de maio. Mas precisa de confirmação. Fora disso, só no começo da primeira quinzena de junho. A família já se acostumou com o modo de vida dos costarriquenhos, que obedecem determinações para evitar o coronavírus. Por exemplo, as autoridades determinaram a saída de casa, em automóvel, só em dois dias da semana, menos aos domingos. A Costa Rica, contou-nos ele, tem o tamanho de um quarto do Paraná, e tem metade da população paranaense, um pouco mais de 5 milhões de habitantes. Os norte-americanos vão muito às praias de Tamarindo, porque a Costa Rica está a duas horas e meia de avião dos Estados Unidos. Por isso, o pessoal dos EUA tem muitas casas de praia por lá. É comparado a Balneário Camboriu deles. Canadenses também têm muitas propriedades por ali. Como se sabe, lembrou Nelson Brunelli, a Costa Rica é banhada pelos oceanos Pacífico (lado onde eles estão) e pelo Atlântico, que chamam de “nosso Caribe”. A moeda de lá é o colones e para comprar um dólar eles desembolsam 550 colones. A região tem muitos cafés, mas só alguns estão abertos. A população, porém, espera a abertura de todos. Muitas pessoas usam máscaras e outro tanto não, pois não era obrigatório até a semana passada. As praias estão fechadas há vários dias e até os surfistas da região estão de quarentena. A torcida da família Brunelli é para que eles retornem logo, mas Nelsinho fez questão de dizer que o pessoal de lá é educado e os visitantes são bem tratados.
Rede de solidariedade
Uma rede de solidariedade. É o que, anualmente, a arquiteta Luciana Régnier organiza entre seus amigos. Ela arrecada cobertores para destinar a instituições assistenciais e a famílias pobres. A campanha já começou, mas, desta vez, por conta da pandemia do coronavírus, as doações poderão ser feitas diretamente na loja onde os itens serão comprados, que transformará os valores em vouchers. Esta iniciativa deve ser valorizada e compartilhada, principalmente em tempos difíceis como esse!

Rubens Tazima, o torcedor do São Paulo e do Londrina
O leitor Rubens Tazima escreve para a Coluna, dizendo que confirmou nos livros de J. Matheus e Jefferson de Lima Sobrinho que o Rei Pelé jogou sim pelo Santos, no dia 19 de maio de 1957, contra o Londrina e fez dois gols em dez minutos, quando substituiu o meia Álvaro. Rubens conta que é torcedor do Londrina, desde a fusão em 1970. Diz que quando seu pai o levou ao VGD, pela primeira vez, em 1966, ele tinha 10 anos, e foi na ocasião em que o Londrina e o São Paulo (daqui) empataram em 0 a 0; e que não sabe por que passou a torcer pelo São Paulo londrinense. Recorda que o tricolor mudou depois o nome para Paraná Esporte Clube, durante dois ou três anos, e antes da fusão com o Londrina. Do time do Paraná local ele tem na memória a dupla formada por Té e Zé Leite, que fizeram muitos gols nos campeonatos paranaenses. Naquela época Rubens ia assistir sozinho os jogos no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, pois o pai dele tinha um bar próximo, na rua Guaporé, abaixo da linha férrea. E envia um forte abraço para todos os londrinenses.
Cultura italiana
A Associazione Culturale Italiana di Londrina, I Bravissimi, está lançando seu novo projeto on-line, “I Bravissimi non si fermano” (os bravos não param)”, a fim de proporcionar aos amantes da cultura italiana um contato maior com a língua, no conforto de casa. O curso de pronúncia inclui seis aulas exclusivas que serão apresentadas ao vivo e depois estarão disponíveis em forma de gravação.Desse modo é possível tirar dúvidas com a professora para que o aluno aprenda ao máximo. O Investimento é de R$ 40. Na foto (de Diogo Okazaki), a professora quem ministra o curso, Vanessa Araujo

Manga no retiro de artistas no Rio
A informação que nos chega é que o goleiro Manga, que foi ídolo do Botafogo e titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1966, foi acolhido pelo Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, onde é o novo morador. A convite do ator Stepan Nercessian, presidente da instituição e botafoguense, o ex-goleiro e sua esposa Maria Cecilia, de 74 anos, serão oficialmente acolhidos. O casal vivia com dificuldades financeiras no Equador, desde que encerrou sua carreira. O Retiro dos Artistas abriga, atualmente, 47 pessoas e Stepan os atende com muito carinho.
***
O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta disse que o presidente “exonerou a ciência”, quando ele foi demitido. Muitos acham que não, que os dois poderiam ter se entendido bem melhor. Não era hora, como não é ainda, do ego pessoal falar mais alto do que a saúde de todos os brasileiros.
***
“Quarentena na cabeça - os desafios e as sequelas mentais depois de um mês de isolamento” é a matéria de capa da revista Época
***
Sim, há produtos em Londrina sendo vendidos pela cotação do dólar, como o bacalhau mais especial. Dólar a 5 reais, o quilo sai por mais de 220 reais. E bacalhau sem sal! Mesmo assim salgado, porque os comerciantes locais pagam o preço da moeda norte-americana.
***
A promotora Natália Brunelli de Lima, do Ministério Público Federal em Curitiba, encontra-se em Londrina, passando alguns dias, mas continua trabalhando em home office. É filha da londrinense Kika Calixto Brunelli de Lima.


