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Londrina

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m de leitura Atualizado em 20/06/2022, 00:33

Comprometimento de renda aumenta, mas inadimplência cai em Londrina

Pesquisa mostra situação de endividamento do consumidor em nível nacional, em Londrina, a situação é mais tranquila

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de junho de 2022

Marcos Rambalducci
AUTOR autor do artigo

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Segundo Relatório da Serasa Experian divulgado na última sexta-feira (17), a inadimplência no Brasil em abril computou 66.132.670 pessoas negativadas, o maior número da série histórica iniciada em 2016.

Os dados do Sistema de Proteção ao Crédito da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), estão na mesma linha, e entre janeiro de 2017 e maio de 2022, o número de pessoas com restrição cadastral aumentou em 98.382 consumidores.

Este número é resultado do total de pessoas que tiveram o nome negativado subtraído do total daqueles que conseguiram limpar o nome.

No entanto, mais relevante que os números absolutos, é a pesquisa que mostra a situação atual do consumidor londrinense, que neste caso é bem mais positiva.

A PEIC Londrina ...

A pesquisa de Endividamento e Inadimplência de Londrina é realizada trimestralmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas UTFPR/UEL (NuPEA) deste 2016.

... mostra a situação do consumidor...

O seu propósito é o de trazer informações sobre o nível de comprometimento da renda do consumidor com dívidas, contas e dívidas em atraso, e sua percepção em relação à capacidade de pagamento.

... e ajuda na tomada de decisões.

Empresários do comércio de bens, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica podem orientar seu composto de comunicação e promoções tendo por base o quanto seu público tem de renda disponível.

Aumento da Renda Comprometida ...

O total de pesquisados em Londrina que declarou ter algum tipo de comprometimento da renda familiar subiu de 62,3% no 1º tri para 69,5% neste 2º tri de 2022, ou seja, 7 em 10 pessoas estão com pelo menos parte de sua renda comprometida para os próximos meses.

... não é um mal em si...

O aumento do comprometimento de renda, ou endividamento, é anunciado em geral, como um indicador negativo, mas no mais das vezes ele é reflexo de uma percepção positiva do consumidor em

relação a sua renda futura. Quem está apreensivo em relação a seu emprego não assume dívidas e não toma crédito.

... e Cartão de Crédito não é vilão.

Os dados apontam que 49,8% destas dívidas são realizadas utilizando o Cartão de Crédito. Esse comportamento é decorrência da facilidade permitida na sua utilização já que é fruto de um cadastro pré-aprovado, o que facilita a transação.

O problema se revela ...

A maioria de nós tem algum tipo de dívida, revelam os dados, e isso é natural em uma sociedade que busca antecipar o usufruto com o ganho futuro. O problema aparece quando o consumidor não consegue honrar com o pagamento na data de seu vencimento.

... quando a conta atrasa ...

A quantidade de consumidores que estavam com alguma conta em atraso caiu de 26,3% no 1º tri para 25,4 no 2º tri. Embora não pagas na data de vencimento, ainda não levariam o consumidor a ter seu nome incluído no cadastro de maus pagadores.

... e vira inadimplência.

Do total de pessoas com contas atrasadas e que não conseguiriam quitá-las nem em parte representam 1/3 delas, ou seja, de cada 3 pessoas com contas em atraso 1 delas terá seu nome incluído no sistema de proteção ao crédito. No trimestre passado eram 2 em cada 3.

Otimismo sim ...

Estes dados são positivos na medida que mostram aumento nas vendas a crédito, possivelmente embaladas pelo saldo positivo do emprego formal em Londrina, ao mesmo tempo que cai o número de consumidores com contas em atraso e inadimplentes.

..., mas sem ilusão.

É fato que a comparação com o 1º tri do ano exige cuidados, visto que é o período do ano que a renda fica mais comprometida em função dos gastos de final de ano, pagamentos sazonais (IPTU, IPVA, material escola etc.). E mesmo em queda, as famílias com contas em atraso ainda é o dobro que a média.

Marcos J. G. Rambalducci - Economista, é Professor da UTFPR. Escreve às segundas-feiras.

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A opinião do colunista não reflete, necessariamente, a da Folha de Londrina.

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