Volta do ciclo punitivo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Luiz Geraldo Mazza 
O estreitamento do tempo disponível – de um para meio ano - vai acelerar o andamento de ações da Polícia Federal, como as de ontem contra fraudes na Petrobras em três estados e as que visam desvios na Cidade Administrativa de Belo Horizonte (governo Aécio Neves), Rio e São Paulo. Mesmo com forte desgaste, a Lava Jato, se persistir no tom, atuará pela saturação processual. O fato é que nesse momento quem mais sofre são integrantes da força-tarefa.
Descontos
É jurisprudência no Tribunal de Justiça a suspensão de descontos na rede escolar que foi promovida pelo Ministério Público e o Procon de Londrina. Além desse caso original houve outros, já com decisão consolidada. O primeiro impunha tal ônus a 100 escolas.
Impasse
A justiça se posicionou a favor dos médicos peritos no embate com o INSS, favorecendo-os ainda na suspensão de desconto salarial. Essa não para aí. É que não estão asseguradas condições efetivas de proteção sanitária do público e dos peritos. É tudo impasse, como a volta das aulas presenciais, do público aos estádios e a São Silvestre, corrida de rua, fica para julho de 2021. Como tradução desse clima teremos carreata no fim de semana pelo retorno das aulas. O Ministério da Saúde deve firmar protocolos para essas demandas.
Monitoramento
É objetivo do governo Bolsonaro contestar o sistema de monitoramento de incêndio e desmate na Amazônia, visto como referencial pelos especialistas. Um grupo de bombeiros da Força Nacional foi enviado para o Pantanal. Notícia boa foi a de que a JBS montou um fundo de US$ 1 bilhão para a Amazônia. Recuo importante foi a desistência, pelo Ministério da Defesa, ainda que momentânea, da aquisição de satélite de monitoramento.
Presidiárias
No presídio federal de segurança máxima de Catanduvas do Paraná foi encontrado morto o traficante Elias Maluco, aquele que assassinou o repórter Tim Lopes. E no Norte Pioneiro, Cambará, tivemos a fuga de presos contaminados pela Covid-19 em número de trinta e seis, mostrando a vulnerabilidade do sistema, apesar do discurso, às vezes ufanista, dos meios oficiais.
Folclore
Procuradores da Lava Jato estão processados pelo seu Conselho Federal, e os que eles enquadraram, como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alkmin, andam por aí numa boa. Até para a sentença o anátema bíblico: muitos foram chamados, pouquíssimos os escolhidos.


