Triunfalismo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de setembro de 2023
Luiz Geraldo Mazza 
Temos o hábito de nos colocar como triunfalistas em razão dos feitos de nossa economia. Isso acontecia mesmo nos tempos inseguros da cafeicultura, quando as frequentes geadas, por seus efeitos desastrosos, nos ameaçavam até aquela de 1975 que sepultou esperanças, e nos acenou para um novo ciclo das lavouras brancas. Quando havia geadas o jornal "Diário do Paraná" as registrava com uma sirene, o que levava os concorrentes a lembrar as posições críticas sobre a política do café. Chateaubriand não nos poupou e num banquete em 1953 relativo ao centenário entrou em polêmica com o discurso oficial de Munhoz da Rocha. Pra quem foi irreverente diante da rainha da Inglaterra não se deteria diante da oratória, articulada e brilhante, do governador paranaense.
Ainda agora em que pese a continuidade dos cortes nas taxas de juros tivemos ao mesmo tempo deflação dos alimentos em três meses acompanhada de um aumento ciclópico da inflação, que deixa sob ameaça, se houver nova previsão com traços perversos. Esses números fortes e conflitantes não apagam nosso fervor triunfal e estamos a destacar o aumento na exportação em 6% no acumulado de 2023.
Frases
“O Brasil é para renováveis o que o Oriente Médio é para o petróleo”, Lula falou.
Cassação
Já há número para a cassação do ex-procurador Deltan Dallagnol no TSE. Depois virá a de Sergio Moro e com isso há a barragem política da Lava Jato.
Pé dois
Modais de transporte: rede privada 48,1%, rede pública, 29,1%, e pé dois, 23,6%. Com a alta das tarifas os pedestres ganham força.
STF nega
O contrato da ponte sobre a baía de Guaratuba é tranquilo segundo o STF, que nega apoio à arguição do Tribunal de Contas do estado.
Fisiologismo
Um espetáculo de fisiologismo a minirreforma eleitoral: aprova urgência, afrouxa regras, debocha da Ficha Limpa e da Improbidade, flexibiliza cotas, reduz penas.
Prevalece a pena maior
Colocada a questão da pena no caso do golpismo de 8 de janeiro nos votos de Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques, não vai ser fácil a aproximação da sentença. O episódio não pode ser tratado como um arroubo festivo e cafajeste, mas não se enquadra em pena grave. Enfim, um exercício difícil por imprecisão do próprio conteúdo.
A opinião do colunista não reflete, necessariamente, a da FOLHA


