Rio de novo
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de agosto de 2020
Luiz Geraldo Mazza 
Novamente o segundo estado mais importante do país é abalado, agora com afastamento do seu governador pelo STJ, com denúncias de corrupção. Quatro dos cinco governadores denunciados foram presos, Sergio Cabral permanece até hoje. Witzel sai atirando e sobrou até para a família Bolsonaro. Também criticou a decisão monocrática que o afastou, mas que provavelmente será ratificada pelo colegiado na quarta-feira. Como se não bastasse a circunstância de o Rio de Janeiro ostentar a maior crise fiscal, esses abalos aprofundam a sua escassa credibilidade, o que não tem impedido a moratória em sua falência, apesar de não cumprir cláusulas do convênio com a União.
Aulas
São Paulo, por seu prefeito Bruno Covas, decide em setembro a reabertura das escolas. Lá, da mesma forma que a capital paranaense, o quadro é de estabilidade, mas investigação recente em inquérito sorológico mostrou que dos infectados, sete em dez são assintomáticos, o que obriga maiores cuidados, inclusive na questão da transmissibilidade dominante nos jovens. No plano mais geral, o governo paranaense deve enviar o protocolo à Anvisa da vacina chinesa. São Paulo decidirá a questão das aulas depois da terceira fase do inquérito sorológico para estudantes na segunda quinzena do mês.
Racismo
Em função dos atos de violência racial nos EUA a temática tomou conta de apreciações sobre o comportamento brasileiro a respeito. Apurou-se que a taxa de homicídios de negros teria saltado 11,5% de 2008 a 2018 no registro, de 34 para 37,8 por 100 mil habitantes, enquanto caía a morte de não negros, 12,9% em igual período, de 15,9 para 13,9 por 100 mil. É expressão do Atlas da Violência divulgado anteontem, aos cuidados do Fórum de Segurança Pública, Ipea, sobre dados de Mortalidade do Ministério da Saúde. Em 2018, uma surpresa: o número de homicídios em geral, o menor em quatro anos, caiu para 57.956, na taxa de 27,8 por 100 ml habitantes. Negros são 75,7% desse quadro, apesar de representarem 55,8% da população.
Reflexões necessárias para percebermos o quanto a questão está impregnada entre nós.
O emergencial
Para que o teto de gastos não seja furado, urge cautela nos programas sociais do governo, mas a intenção é de levar a ajuda emergencial até o ano que vem. Como não dá para manter os R$ 600, estuda-se um valor intermediário entre R$ 250 e R$ 300. Essa questão é avaliada no impasse em torno do Renda Brasil.
Demografia
Claro que é indispensável o Censo tantas vezes adiado, mas o quadro demográfico brasileiro foi estimado pelo IBGE em 211,7 milhões de pessoas, Paraná com 11.516.840, a Região Metropolitana de Curitiba com 3,6 milhões, a capital com 1,948 milhão, Londrina com 575 mil.
Folclore
Juscelino sacou os 50 anos em cinco, Paulo Pimentel, o slogan para o Paraná de 2º estado do país. Pelo menos estamos em primeiro no Sul em população, e em alguns fundamentos, como expectativa de vida e escolaridade, perdemos dos vizinhos.


