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Londrina

Luiz Geraldo Mazza 5m de leitura Atualizado em 07/10/2021, 18:41

Racha médico

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de outubro de 2021

Luiz Geraldo Mazza
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Engajamento de entidades médicas na linha do governo não é incomum. A diferença está na postura de alto risco do governo com sua apologia do "kit Covid" sem cautela científica. Resultado: aumenta cada vez mais a dissidência, comandada pela própria Associação Médica Brasileira, em aberto conflito com o Instituto Brasileiro de Medicina. No entrevero um exercício de sofismas como o da suposta soberania médica de receitar. Questões candentes da deontologia profissional estão no seio dessa disputa que realça o fator político em cima de questões dominantemente éticas. O pior é que a emulação se dá em termos ideológicos bem no temperamento da toxidez dominante, o que dificulta uma análise apropriada das questões invocadas. Aí a mistura é geral e pintou a denúncia de infiltração de informante de blogueiro bolsonarista dentro do STF. Tudo parece superdimensionado, sabendo-se que Bolsonaro teria agido contra a organização da Saúde que apurava a ineficácia da cloroquina

Fusão 

Agora resta a aprovação do TSE para a fusão DEM-PSL no União Brasil. Pode não haver talento, mas há ambição demasiada no momento político. Os que acham inapropriada por não responder as imposições do momento pulam fora. De qualquer forma estaríamos diante da maior bancada da Câmara Federal, com 81 deputados que superariam a de 53 do PT. De cara a ideia é ter candidato à presidência e a governadores em pelo menos dez estados. Forçações de barra de bolsonaristas para que se mantivesse o presidente candidato não colaram: o ministro Onix Lorenzoni e delegados gaúchos votaram contra o estatuto e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, também queria mudança e que só fossem tomadas por três quintos da executiva nacional. Como se vê, quem mais dissentiu foi o DEM. Haverá esforços para manter Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, no partido evitando sua ida ao PSD e haverá tentativa de atrair Geraldo Alckmin e Romeu Zema em São Paulo e Minas Gerais. 

Malária 

Decisão histórica da OMS aprovou a primeira vacina contra a malária, uma das doenças infecciosas mais mortais no mundo. O fármaco poderá salvar dezenas de milhares de crianças na África por ano. 

Alegações 

Quando houve a decisão de implantar a unidade da Klabin em 0rtigueira (projeto Puma) argumentava-se que a sediação foi decidida em função do baixo IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, da região. Pois agora há um projeto na Assembleia Legislativa que pede a divisão da receita de ICMS entre 12 municípios produtores de insumos para a papeleira. Até agora o investimento na unidade fabril superou R$ 12 bilhões em cinco anos. Como se vê, há IDHs bem mais baixos nesse projeto. 

Virada 

Mais da metade das cidades brasileiras não registraram óbitos em setembro. Entre terça e quarta 543 óbitos e mais 18.582 infecções em 24 horas. Há risco de precipitações, tanto que Rio e São Paulo avaliam o fim do uso de máscaras, sem considerar que cogitam de festas de fim de ano e carnaval, e transbordamentos podem ocorrer no feriado. Apesar das melhoras, autoridades sanitárias dizem que o risco persiste. Nas igrejas e templos já se admite 70% de ocupação e o estádio Couto Pereira admite 20 mil torcedores. 

Pobreza 

Estados costumam suplementar os tais auxílios emergenciais, é claro, com ofertas bem menores de subsistência e no legislativo há projeto de concessão de R$ 80 aos mais pobres. 

Folclore 

E foi com apoio do centrão que a Câmara Federal decidiu convocar o ministro Paulo Guedes, da Economia, para explicar o caso do offshore em paraíso fiscal. Decisão foi tomada por 310 votos a 142. Nessa o pessoal sempre quer deitar e rolar. É parte do jogo, da escancarada pantomima.     

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