As pessoas mais equilibradas confiam em respostas no mercado na recuperação dos empregos com carteira assinada, missão atribuída a Paulo Guedes, e na questão da outra fila, a do INSS, onde mais de um milhão de pessoas se acotovelam no aguardo de atendimento como num caso paranaense em que uma mulher recebeu grana indevida da instituição e quer devolvê-la há quatro anos. Essas são exemplos de prioridade, já que na arregimentação para o combate ao coronavírus, o governo age bem atuando em conjunto com órgãos multilaterais como a OMS.

Todas as questões justificariam protesto e percebe-se que a fila do INSS é em termos numéricos maior do que o que se obterá com manifestações como a de 15 de março, como também a escala do desemprego, obviamente, supera qualquer arregimentação. O que temos a resolver é problema de todos e de origem anterior, o que isenta em parte o governo atual, mas se a convocação for para atingir o parlamento e o STF não passa de pretexto e jamais poderá ser tida como protesto favorável a Bolsonaro, que deveria render-se à liturgia do cargo e não atentar contra o decoro que se exige na convivência intrapoderes.

Preliminares

Na prevenção sobre o coronavírus teremos sete hospitais devidamente aparelhados: o do Trabalhador de Curitiba, os regionais de Paranaguá e Foz do Iguaçu, e os universitários de Londrina, Maringá, Cascavel e de Ponta Grossa. Claro que isso não exclui o atendimento preliminar nas unidades de saúde.

Outra do vírus

Além do estrago internacional como os enunciados nas bolsas com perdas semelhantes às ocorridas nas crises de 1933 e 2008, a situação no Brasil pode impactar seu PIB e tanto que as estimativas para crescimento em 2020 recuam até a 1,4%, quando estava fixado em 2,4%. Há uma alusão específica a nossas commodities e na circunstância mais abrangente da crise geral do mercado mundial e sinais recessivos.

Corrida

Avanço das doenças, no caso paranaense com o complicador da dengue, promove corrida a farmácias e a postos de saúde em torno de itens como repelentes, máscaras, álcool em gel, como esta FOLHA destacou. Para atender a demanda houve necessidade de mudanças e ainda por cima ajuste aos alertas relativos ao coronavírus.

Desencontro

Na área de segurança um desencontro comum: enquanto o governo anuncia R$ 14 milhões em reforma de presídios (dá para lembrar daquela dezena deles anunciada no governo anterior e nunca feita, sem falar na superlotação de presos nas delegacias distritais), o sindicato da guarda de presídios insiste que há um deficit de 4 mil agentes, objetivo distante das condições fazendárias de atualidade. Um detalhe recente: em menos de 24 horas Curitiba e região metropolitana registraram sete homicídios, quando a incidência vinha diminuindo.

Fake News

Talvez haja ganho de consciência quanto às fake news, tanto na questão do coronavírus, com 85% de mentiras, como no seu abusivo efeito para fins eleitorais.

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