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Londrina

Luiz Geraldo Mazza

m de leitura Atualizado em 04/04/2022, 20:19

Petrobras amarrada

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 05 de abril de 2022

Luiz Geraldo Mazza
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Nem Rodolfo Landim e muito menos Adriano Pires aceitaram as indicações para o Conselho e o comando da Petrobras e foram alvo de denúncias sobre níveis de comprometimento na área. Bolsonaro empenhou-se a fundo para convencer o consultor Pires a rever posição. O episódio mostra que os designados sofreram forte carga crítica e captado a inviabilidade da indicação. É a consequência da novela dos preços do petróleo e as malhas da estatal em setores como o do gás encanado, aos quais ambos os indicados eram fortemente ligados como também a políticos como Arthur Lira, presidente da Câmara Federal. Captava-se no caso uma engenharia política voltada aos interesses do baiano Carlos Suarez.

Caso Ratinho

Situação de Ratinho Junior é dependente, ao menos em parte, da atuação de Gilberto Kassab, presidente do PSD, que insiste na ideia de ter candidato próprio a presidente da República, embora até agora o projeto não tenha dado certo. Enquanto ele busca essa solução, até agora muito mal encaminhada com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que a recusou, há carga em cima de Paulo Hartung, citado frequentemente como solução. Na eleição passada, Ratinho Júnior como os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se alinharam, com armas e bagagens em favor de Jair Bolsonaro. E agora o PL tem candidato se Ratinho não se alinhar outra vez, já que o PT resolveu aproximar-se de Kassab e do seu partido para negociações. Como o PT terá candidato na figura do ex-governador e ex-senador Roberto Requião, a aliança estadual não se consumaria. No Paraná o PT perdeu vitalidade e a aposta no ex-emedebista e confia, sobretudo, no seu estilo afrontoso.

Front 

Oito em cada dez paranaenses estão com o ciclo vacinal completo. É uma das mais bem classificadas do país. No setor a novidade é a descoberta na China de nova variante, oriunda do Ômicron. Quanto à média móvel de infecções e óbitos ela continua despencando, tanto que tivemos no país 7.210 novas infecções e 39 mortes. O governo federal retirou a obrigatoriedade dos testes de Covid aos que chegarem por via aérea do país. E aqui no retorno às sessões presenciais do Legislativo o tema do passaporte ganhou maior evidência. 

Bolsonaro reage

Melhoram significativamente os números de Bolsonaro nas pesquisas e um destaque foi a diminuição dos índices de reprovação à sua gestão contra a Covid, que no ruim-péssimo caiu de 54% para 46%, segundo apuração do Datafolha. Por sinal que a amostragem revelou que 72% dos consultados avaliam que a pandemia está parcialmente controlada e que 15% a consideram totalmente debelada. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que não dá ainda para encerrar o status de emergência que depende de uma série de análises em pleno desenvolvimento. 

Emprego 

Ainda é pesada a carga de desempregados no país, com 12 milhões, sem falar nos mais de cinco milhões de desalentados, aqueles que desistiram de procurar vaga. O início da semana mais uma vez foi frutuoso no Paraná, com as agências do trabalhador anunciando 8.968 vagas com carteira assinada. Há outros sinais positivos como a evidência de que o mercado imobiliário chegou a superar a inflação no acumulado de doze meses. 

Volta dos táxis 

A população brasileira, altamente irritada com aplicativos, começa a trocá-los por serviços de táxis. Em São Paulo o aplicativo Vá de Táxi teve aumento de 12% nas corridas de fevereiro para março. O Uber, com a alta dos derivados do petróleo, fica inviabilizado e o número de desistência na área é enorme.  

Planos de saúde 

Cada vez mais difícil, senão impossível, chegar a um equilíbrio na gestão dos planos de saúde. É que eles registraram um aumento médio de 133% no ano, o que justifica o grande número de desistência, aos milhares, no setor.  

Folclore 

Com os episódios de Butcha, na Ucrânia, em que soldados russos mataram civis que estavam na rua, crê-se que essa é a prova mais forte, dentre outras, dos crimes de guerra. Biden voltou a chamar Putin de criminoso de guerra.