Pensar o Paraná


Do "Paraná maior" de Lupion até "Todos somos uma só força" de Ney Braga passando pelo "Aqui se trabalha" e "Paraná, segundo estado do Brasil" de Paulo Pimentel, o momento em que mais se pensou o que fazer aqui pelo Brasil foi no governo José Richa, quando eram fortes os embates ideológicos como aqueles que se estabeleceram em torno do Clic Rural, ambicioso programa de eletrificação rural que levou energia a mais de 120 mil propriedades rurais. A ala mais ideológica do governo, a pretexto de baixar custos e de ajustar-se à ideia-força da tecnologia alternativa, colocou em debate a hipótese do uso de postes de madeira. O fato é que os grupos que atendiam o posteamento para não perderem a escala dos negócios baixaram consideravelmente seus custos. Ciosa de seus padrões, muitos deles por ela criados e ratificados pela ANT, agência nacional de normas técnicas, a Copel não rejeitava brigas. 


De José Richa ao filho, Beto Richa, chegamos ao Paraná Trifásico, que já instalou 310km de rede de energia em 2020, o "Linhão", que deve chegar a 25 mil km nos próximos anos, maior programa elétrico na era digital. É um investimento de R$ 2,1 bilhão a ser concluído em 2025. Daquele debate de 1981, quando se falava em tecnologia alternativa como apropriada, havia quem visse o Clic como consumo (a absorção dos utensílios domésticos pra nossas fábricas) e também na perspectiva da industrialização, hoje melhor concebida no Paraná Trifásico.



 

Pensar o Paraná é indispensável, como dizia Pedro Viriato Parigot de Souza, o fundador da Copel e sua maior liderança, e que colocou no slogan do governo, quando nele empossado, parte da trajetória do seu corpo doente no compromisso "O Paraná é um dever. Vamos cumpri-lo".

 

Sufoco 

85% da rede hospitalar de Curitiba e região sob colapso ante o aumento de 640% de casos em um mês. Três unidades pelo menos saturadas. Em Pinhais a experiência do lockdown. Afrouxou, segue a tragédia: no Paraná 20.516 casos e com 586 óbitos, no Brasil 57.622 casos. Reabertura precoce nos EUA deveria servir de lição ao Brasil, que erra em relaxar em meio à alta da Covid-19.

 

Obviedade 

75% dos pesquisados Datafolha considera o regime democrático o melhor. Essa acaciana conclusão foi festejada pela circunstância de este ser o maior apoio desde 1989, pertinho da Constituição Cidadã, o que revela o ceticismo brasileiro. Quanto aos protestos de caráter antidemocrático, 68% os enxergam como risco contra 29% (perto do crédito bolsonarista) que não acham coisa alguma. 81% consideram ameaça as fake news


A cor 

"Folha de S.Paulo", ora engajada na luta pela democracia, elegeu a cor amarela como seu símbolo quando essa opção já fora adotada pelos bolsonaristas e isso desde a eleição. Como identificação fica sob risco. 




Folclore 

No carnaval não se despreza a política mundial e uma delas confrontava Hitler e Getúlio. E assim definia o alemão "quem é que usa um cabelinho na testa?//e um bigodinho que parece mosca// só cumprimenta levantando o braço// ê ê ê ê palhaço!"// Seguia-se a exaltação do nosso baixinho, glorificado como herói, mas também ditador.     

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